NOTÍCIAS LITERÁRIAS*

    O livro de Maria Ângela Alvim e dos que à primeira 
vista passam despercebidos. Escolhendo um discreto,  
que não promete ao leitor nenhuma viagem através do ministério das coisas, (...) 
 

Carlos Drummond de Andrade.
Publicado no “Minas Gerais”, edição do dia 8 de abril de 1951.
 
O SENTIDO DO SILÊNCIO 

      Poucos meses após o aparecimento de “Superfície” em Belo Horizonte, o jornal “Minas Gerais”, órgão do governo do estado, publica, em sua edição do dia 8 de abril de 1951, artigo de Drummond sobre o livro.

Francisco Alvim
 Comentário ao artigo de Drummond e ao estudo de Alexandre Eulalio.
 

 
Um Estudo*  

      À procura antes do silêncio do que da palavra, de um silêncio que contém e acaba por absorver a palavra da qual ele germinou, a poesia de Maria Ângela Alvim, a meu ver, realiza-se no revés da escrita.  

Alexandre Eulálio
Mar Casado do Guarujá (Capitania de São Vicente) outubro de 1980.
 
 
Passagem 

      Era manhã cedo quando perguntei por ti; uma voz desconhecida respondeu que pela madrugada, silenciosamente, te haviam levado. 
    Assim se perfazem as coisas, na noite; uma viagem ao redor de outra viagem, um silêncio no coração de outro silêncio. 

Carlos Drummond de Andrade.
Publicado no “Correio da Manhã”, edição de outubro de 1959. 
 

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