Notícias - Energia limpa atrai visita do Greenpeace

Sistema de energia solar instalado no Colégio Nacional chama a atenção do Greenpeace

Texto de Natália Faria

integrantesIntegrantes brasileiros do Greenpeace, organização global voltada para a proteção do meio ambiente, estiveram em Uberlândia para conhecer o sistema de energia solar adotado pelo Colégio Nacional, a fim de divulgar e incentivar novas instalações semelhantes no país. Na ocasião, o engenheiro responsável, Gustavo Malagoni, afirmou que, em breve, a ANAEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) emitirá o documento que reconhece oficialmente a instituição como a primeira escola brasileira a utilizar esse tipo de energia limpa.

“Hoje, no Brasil, existe uma regulamentação para a instalação de energia solar e pouca gente sabe disso”, afirma o engenheiro. Um dos ativistas do Greepeace, Ricardo Baitelo, complementa: “nossa intenção é informar o maior número de pessoas para que, inspiradas na iniciativa do Nacional, comecem a utilizar também.”

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Placas solares da unidade do Pré-vestibular do Colégio Nacional.

 

Educação Ambiental

A preocupação do Greenpeace em conscientizar os jovens em relação a temas ambientais como Clima e Energia se concretiza no Projeto Escola, conforme explicam as ativistas Cristine Rosa e Bárbara Rubim. “Temos oito grupos de voluntários em oito capitais brasileiras. No Projeto Escola, a gente vai até escolas ou universidades dar palestras sobre esses temas”, esclarece Bárbara. 

No Colégio Nacional, a decisão de investir em energia solar foi motivada, além do caráter efetivamente sustentável da tecnologia, pela possibilidade de a instituição poder utilizá-la também como recurso para a educação ambiental. A coordenadora de projetos da escola, Sandra Nunes, explica que os alunos foram incentivados a acompanharem de perto o processo de instalação das placas solares. “Trata-se de uma maneira nova de repensar consumo e gasto de energia e de aproveitar de forma consciente os recursos que já não são mais renováveis.”

 Sandra esclarece que além da educação ambiental, a atividade acabou por auxiliar a escolha profissional de jovens. “Aqueles que se interessavam pelas áreas de conhecimento relacionadas à engenharia e ao meio ambiente puderam aprender e ter contato direto com a parte prática do processo de instalação das placas”, explica. O engenheiro Malagoni acrescentou: “no primeiro encontro, fizeram perguntas surpreendentes e, em uma segunda oportunidade, estavam todos presentes debatendo o tema. Algum tempo depois, encontrei com uma aluna que conseguiu ingressar no curso de engenharia motivada por esse processo.”

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Monitoramento de consumo e economia de energia das placas solares. O painel fica na entrada do Colégio e em breve contará com uma animação explicativa sobre o funcionamento do sistema de energia solar da escola. Em seis meses de funcionamento, o sistema já poupou a liberação de 1.390 toneladas de CO2 na atmosfera.