Notícias - Nacional – Café com os gigantes

Colégio Nacional recebe Içami Tiba e Augusto Cury

Texto de Natália Faria

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Os gigantes Augusto Cury e Içami Tiba.

Nesta terça-feira (18), o Colégio Nacional recebeu Içami Tiba e Augusto Cury para o “Café com os gigantes”, uma tarde de autógrafos para convidados da escola, em que ambos apresentaram seus últimos títulos: “Educação Familiar: Presente e Futuro” (Içami Tiba) e “Ansiedade: Como enfrentar o mal do século” (Augusto Cury). Além de falarem sobre os novos livros, Tiba e Cury presentearam o público com uma palestra sobre temas como educação familiar e ansiedade no mundo contemporâneo.

Os palestrantes cativaram o público e deixaram o sentimento de que é possível mudar de postura com relação aos anseios vividos pelas famílias e pelos indivíduos na atualidade. Confira nas entrevistas:

Naça – Sustentabilidade, hoje, é um conceito muito ligado a questões ambientais. O que seria sustentabilidade no contexto da educação familiar, como tratado no seu novo livro?

Tiba – “Na educação, nada é mais sustentável que um aprendizado. A sustentabilidade está em aprender algo que vai ser útil para a pessoa e que a pessoa vai usar para o resto da vida.”

Naça - O senhor diz que os pais não sabem distinguir o papel da família e o da escola na educação dos filhos. Qual seria, então, o papel da escola?

Tiba – “A escola existe para profissionalizar o filho. É algo tangível, mensurado, tem diploma, tem provas. E a família, para os valores intangíveis, aqueles que não se medem: autoestima, gratidão. Isso que a família tem que ensinar. São áreas distintas; uma escola não vai ensinar isso. Mas a casa não tem condições de ensinar o que a escola ensina. Então, na realidade, eles (a escola e a família) têm que ser parceiros. Do contrário, os filhos viram batata quente, que a escola joga pros pais e os pais devolvem pra escola.”

Para Augusto Cury, a humanidade tomou um caminho que precisa ser mudado. “Na era do entretenimento, nunca as pessoas foram tão tristes. […] Estamos na era da internet, mas nunca formamos tantos repetidores de informação, e não pensadores. Estamos na era da medicina e da psiquiatria e nunca adoecemos tanto no território da emoção”, afirma. Para Cury, esse é o tipo de problema que leva à necessidade da criação de projetos como o Escola da Inteligência, desenvolvido pelo seu instituto, em Portugal.

Cury – “A Escola da Inteligência é um conteúdo que entra na grade curricular da escola uma vez por semana. O objetivo é ensinar crianças e adolescentes a se protegerem e se prevenirem de transtornos emocionais, trabalhando questões como perdas e frustrações, desenvolvimento de criatividade, colocar-se no lugar do outro, filtrar o stress e trabalhar o raciocínio multifocal.”

Naça – Qual é a abrangência do projeto Escola da Inteligência?

Cury – “São mais de 30 países interessados, como Alemanha, Estados Unidos e China. No Brasil, já são mais de 200 mil alunos.”

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Stoessel, Içami Tiba, Augusto Cury e Thomé Caires em confraternização após o “Café com os gigantes”.

Ao final da palestra, houve um momento para os convidados fazerem perguntas e para o sorteio de livros. O encerramento foi conduzido por Thomé Caires, diretor do Colégio Nacional, que agradeceu a oportunidade de acolher esses grandes pensadores no espaço da escola, que tanto contribuem para alicerçar e inspirar projetos inovadores de educação. Após a visita ao Naça, Tiba e Cury se dirigiram ao Ginásio do Sabiazinho, onde, às 19h, palestraram no “Encontro com os Gigantes”, um evento aberto ao público, realizado por Felipe Attiê. O ingresso foi a doação de 3kg de alimento não perecível, destinados a instituições de caridade de Uberlândia.