Notícias - Nacional – Começa a VII Simuna

Diplomacia e Poesia marcam a abertura da VII Simuna

Por Natália Faria

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Na noite de ontem (3) foi realizada a abertura oficial da VII edição da Simuna – Simulação de Relações Internacionais do Colégio Nacional. A cerimônia contou com a presença de alunos, ex-alunos, professores e funcionários e teve no encerramento uma intervenção surpresa, que emocionou a todos, com uma reflexão sobre os 50 anos da ditadura militar brasileira, completados no início dessa semana, e sobre a questão do respeito à mulher, tendo em vista o movimento #EuNãoMereçoSerEstrupada, que se espalhou pelas redes sociais recentemente.  

Este ano, o evento terá três comitês principais: UNESCO, Comissão de Desarmamento e Segurança Internacional (CDSI) e o inédito Tribunal de Nuremberg, além dos tradicionais comitês de Imprensa e do Terceiro Setor (ONGs). Os participantes chegaram aos poucos, todos vestidos como diplomatas, delegados, ativistas e jornalistas, cheios de entusiasmo e expectativas. Antes das solenidades, os comitês se reuniram para revisar as regras para os dias de debate e, depois desse breve momento de preparação, todos se reuniram no salão principal para a cerimônia de abertura.

Estavam presentes na mesa da cerimônia: Sandra Nunes, coordenadora do projeto; Robson Carneiro, diretor do Colégio Nacional; Cristiane DeGrande, ex-aluna e Secretária Geral da VII Simuna; os professores conselheiros Délcio Gomes e Leandra Guerin e os convidados da noite, Natali Batista e João Vítor Gonçalves, ex-alunos do Colégio e idealizadores da Simuna.

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Cristiane de Grande, Victor de Paula, Natalie Batista e João Vítor Gonçalves na cerimônia de abertura.

No discurso de abertura, Natalie, hoje graduanda em Direito pela UFU e João Vítor, já formado em Relações Internacionais, também pela UFU, compartilharam suas experiências e aprendizados como criadores da Simuna e reforçaram a importância das organizações civis nas decisões dos órgãos internacionais, encorajando os jovens participantes em relação ao seu poder político de intervenção na sociedade, a favor de um mundo melhor e mais justo. Houve ainda um espaço para os alunos que coordenam o DST (Debates Socialmente Transmíssiveis), que convidaram os presentes para o início das atividades do projeto no Colégio.

A Secretária Geral, Cristiane DeGrande, encerrou as falas apresentando as mesas diretoras aos participantes e chamando à frente seus colegas de mesa e de profissão para oficializar o início do evento. Mas o tradicional gesto de “bater o martelo” para selar a abertura da Simuna foi adiado.

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As atrizes Clara Bevilaqua e Renata Sanchez realizaram uma intervenção teatral na abertura da VII Simuna.

Neste momento, todos foram surpreendidos por duas soldados femininas que guardavam o local. Elas se dirigiram ao público com botões de rosas brancas, declaramando o “Estatuto do Homem”, de Thiago de Mello. A cada artigo declamado, as militares iam se despindo de suas fardas e de sua figura autoritária, até acabarem vestidas como simples seres humanos, simples cidadãs. As duas mulheres abriram os braços para o público, onde podia se ler a mensagem #EuNãoMereçoSerEstuprada e, só então, o martelo soou pelas mãos de Cristiane, que declarou abertos os trabalhos da VII Simuna. Uma chuva de palmas inundou o salão.

Para finalizar, foram sorteados 5 ingressos para o show do Gabriel O Pensador, que acontecerá neste sábado (5) com apoio do Colégio Nacional. Um lanche gostoso, preparado pelo Naça Restaurante, foi servido na saída da cerimônia e o primeiro dia foi dado como encerrado.

A VII Simuna tem continuidade hoje, às 19h, com a sessão do comitê da UNESCO. Estão todos convidados a prestigiar o evento.