Notícias - Nacional – VII Simuna

Conflitos, crises e protestos de movimentos civis marcam os primeiros dias da VII Simuna 

Texto de Natália Faria

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Ontem (4), foi o primeiro dia de sessões para os comitês da VII Simuna. Os comitês da UNESCO e a CSDI (Comissão de Desarmamento e Segurança Internacional) entregaram os DPOs (Documento de Posição Oficial) às mesas diretoras e discutiram o fechamento de uma agenda (ou pauta) para os debates. Já o Tribunal de Nuremberg começou com a apresentação da promotoria (EUA, China, Inglaterra e França), que acusou líderes nazistas de crimes contra a humanidade. Todos os acusados se declararam inocentes e os advogados dos réus manifestaram seu incômodo com o julgamento, com a justificativa de que as nações vencedoras também teriam responsabilidade sobre as consequências da guerra. 

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Hoje (5), segundo dia de sessões, os debates se intensificaram e foram marcados por intervenções de setores civis e crises diplomáticas. O comitê da UNESCO foi invadido por um grupo de ativistas que protestava contra o tráfico de mulheres, cobrando uma postura mais ativa e incisiva das Nações Unidas frente à situação da igualdade de gêneros na atualidade. Uma tensa CDSI, que em dado momento chegou a ficar sem os representantes da delegação brasileira – retiraram-se em razão de um atrito com o Irã, teve a visita inesperada de um militar da Etiópia que sofria com o sequestro de dois aviões por parte de um grupo terrorista, supostamente da Somália. As delegações foram pressionadas com ameaças de morte a reféns, tendo que elaborar um documento em conjunto para contribuir com a resolução do problema.  Já no Tribunal de Nuremberg, uma judia que assistia ao julgamento se levantou e proferiu um discurso revoltado contra os líderes nazistas acusados. Depois de retirá-la da sala, o Tribunal foi surpreendido novamente com  o sequestro relâmpago de um dos advogados, o que complicou a situação do julgamento. Enquanto isso, a imprensa se debruçava sobre as portas e janelas de cada comitê para fazer as notícias circularem na Simulação.

Sandra Nunes, coordenadora do evento, explica que colocar situações de crises e intervenções em simulações diplomática é fundamental para a mobilização dos comitês. “Dessa forma, eles (os participantes) intervêm de uma forma mais direta e resoluta no problema, posicionam-se com mais firmeza e , além disso, desenvolvem a habilidade de escutar e ceder, com a finalidade do consenso com o outro”, esclarece.

O desfecho de todas as reviravoltas dos debates de hoje será revelado amanhã, com as últimas sessões desta VII Simuna. Estão todos convidados a comparecer no evento, que é aberto à visitação do público.