Notícias - Professor do Naça e idealizador do Janeiro Branco vai a Brasília apoiar a transformação da campanha em Lei Federal

WhatsApp Image 2017-06-06 at 23.00.54Observar e cuidar das emoções assim como se acompanha o colesterol,  triglicérides, a pressão arterial e outros índices. A consequência direta é menos problemas com a mente, menos depressão e suicídio. Isso é o que prevê a campanha Janeiro Branco,  idealizada pelo psicólogo e professor de Sociologia, Leonardo Abrahão, que está em Brasília participando de uma Audiência Pública na Comissão de Seguridade Social e Família, explanando aos deputados federais sobre a importância de ações que visem o cuidado da saúde mental e emocional. O objetivo é transformar a campanha em uma Lei Federal, que, se aprovada será encaminhada para votação no Plenário da Câmara.

A campanha, que começou em Uberlândia há quatro anos, ganhou dimensão nacional em 2017, com a participação de cidades como Campinas, Campo Grande, Goiania, Maceió, Chapecó e Manaus, chegando até mesmo em países como Japão, Portugal e Estados Unidos. O Janeiro Branco faz do primeiro mês do ano um marco temporal estratégico para que todas as pessoas reflitam, debatam e planejem ações em prol da saúde mental e da felicidade em suas vidas.

No começo, Abrahão não tinha noção das proporções que o movimento tomaria. “Por um lado não imaginava que iria extrapolar Uberlândia, por outro eu tinha a intuição de que seria bem sucedido devido à demanda mundial por ações psicoeducativas”, disse. Segundo o psicólogo, a importância de se tornar uma Lei Federal está no potencial simbólico de dedicar um mês inteiro a ações de Saúde Mental e Emocional.

WhatsApp Image 2017-06-06 at 23.00.23Psicoeducação e prevenção

Trabalhar com educação também contribuiu para a construção do Janeiro Branco. “Falamos da importância em cuidar das emoções, cuidar de si, em termos sentimentais. Precisamos desenvolver o costume de olhar com atenção para as emoções e sentimentos e torna-los objeto de reconhecimento, valorização e cuidado. Ao fazermos isso, estamos psicoeducando a sociedade, gerando uma cultura de valorização da subjetividade humana. É muito tranquila essa relação, é como evitar o sal e fazer caminhada para não ter infarto”.

A campanha chamou atenção em nível nacional antes de se tornar Lei Municipal em algumas cidades e o psicólogo acredita que estendê-la a toda a sociedade brasileira pode criar um momento para debater assuntos sensíveis e fornecer auxílio aos que precisam. “Estou sentindo que este é o caminho, esta é a contribuição do Brasil para a melhoria na Saúde Mental e Emocional da humanidade”, finalizou.