Notícias - Estudantes do Colégio Nacional arrecadam mantimentos para o Hospital do Câncer

Esse texto foi produzido pelas alunas:
Kamilly Cezário e Stela Maris Soares Michalick

Nós, alunos do Colégio Nacional da Unidade Rondon, arrecadamos águas de coco, achocolatados e leite por meio de uma gincana da solidariedade que ocorreu entre os dias 6 e 11 de outubro, com o intuito de doar esses produtos para o Hospital do Câncer.  A sala do 8º ano Gama arrecadou mais suprimentos ao Hospital e fomos entregar a uma voluntária chamada Zaida Afonso Guinato. Todos os alunos ajudaram a carregar a van com os produtos arrecadados com muita alegria e emoção pela a atitude que estávamos tendo em ajudar quem realmente precisa.

Após a entrega, fizemos algumas perguntas à voluntária do Hospital do Câncer :

– Como é trabalhar no Hospital do Câncer ?
“Trabalhar em uma ONG é muito gratificante. Você sente como se desse muito mais do que recebe, o que te deixa com um sentimento de alegria todos os dias “.

– Com qual frequência você trabalha lá ?
“ Trabalho no hospital na terça-feira fazendo lanche. Como tenho vários cargos, tem semana que vou a semana inteira , costumo participar de muitas reuniões “.

– Quando um paciente muito próximo seu morre, qual é o sentimento ?
“ O coração fica apertado, eu costumo sentir muito a perda, contudo precisamos saber lidar com a morte”.

– Muitas pessoas ajudam o Hospital do Câncer ?
“ O Hospital do Câncer só mantém pela ajuda da sociedade e das firmas. Um dos lugares que mais tem nos ajudado, neste ano, é o Colégio Nacional”.

– Você acha que seu trabalho ajuda as outras pessoas ?
“ Acho, porque a gente está ali dentro para ajudar e acabamos sendo muito ajudados. É um trabalho muito lindo, eu sempre gostei de ser voluntária”.

– Mesmo com o sofrimento, a maioria das crianças acabam demonstrando felicidade, nunca tirando o sorriso do rosto, como você se sente ?
“ É muito emocionante, pois muitas vezes as crianças estão fazendo quimioterapia cantando e não sentem nada. Não reclamam de nada e isto para nós é muito bom”.

– Pela sua experiência como é a reação dos pacientes e da família ao receber a notícia ?
“É muito triste, para muitas pessoas o chão se abre. A pessoa demora a cair na realidade da doença, no início acham que não tem jeito, mas quanto mais cedo começam o tratamento, maior a probalidade de cura”.

– Como se tornar um voluntário?
“É só fazer uma campanha, ir ao Hospital do Câncer e entregar lá. Você pode também doar dinheiro mensalmente e se inscrever, caso seja maior de idade, para se tornar um voluntário”.

– Como é sua rotina no Hospital do Câncer ?
“Minha rotina é muito boa, gosto de participar de tudo que ocorre no hospital “.

– Você já trabalhou em outras ONGS ?
“Sim, trabalhei com HIV durante bastante tempo”.

– Há quantos anos você está trabalhando no Hospital do Câncer ?
“ Trabalho lá há 11 anos “.

Essa conversa mudou as nossas vidas, conseguimos ver que ainda há pessoas com um coração muito bom. Dentro do hospital são em média 500 voluntários preocupados com o próximo, pessoas que, todos os dias, procuram apenas ajudar.
Acreditamos que esta proposta do Colégio Nacional vai mudar as nossas vidas com certeza, por isso pedimos que procurem ajudar como e quem vocês puderem. O importante não é ganhar e sim fazer o bem, aquilo que você fizer para alguém hoje pode ser a ajuda que você pode ter amanhã, basta se preocupar com aquele que está ali do lado .

Confira as fotos: