Notícias - Estudantes participam da Mostra de Ciência e Cidadania do Colégio Nacional

Imagine se todas as pessoas que correm no Parque do Sabiá, no fim da tarde, produzissem energia elétrica com seu exercício físico. Esta foi a proposta de um grupo de estudantes que se apresentou no Fórum Nacional de Ação Cidadã (FNAC) de 2017. A mostra do Ensino Médio do Colégio Nacional segue tradicionalmente o tema anual da Unesco, que para este ano é “Turismo para o Desenvolvimento Sustentável”. Ao todo, foram 72 projetos inscritos, destes, 18 foram apresentados. 

Um dos grupos apresentou um trabalho sobre a cultura africana e como ela se tornou uma forma de resistência à escravidão, representando as dores e sofrimentos por meio da arte. Algumas danças e instrumentos musicais representavam o açoite e o lamento do negro frente à opressão sofrida. Dois outros grupos apostaram na revitalização de espaços públicos passíveis de visitação turística em Uberlândia: o Parque Municipal Victório Siquierolli (que vem sofrendo com a poluição do Córrego do Lobo pelas residências e fábricas ao redor) e o Parque Linear Rio Uberabinha (local onde ocorrem vários episódios de violência).

A riqueza cultural e natural do Brasil foi mostrada por um dos grupos que dividiu as regiões e esmiuçou suas características peculiares. Foram cinco diferentes espaços, decorados com simulações de geada (Região Sul), areia, folhas de coqueiro e cocos (Região Nordeste). A cultura mineira, com seus doces, quitutes e queijos, foi mostrada em sua face mais tradicional e na mais moderna. Um grupo de jovens, por exemplo, que investiu em uma empresa de pães de queijo recheados, trouxe exemplares que fizeram a alegria da galera. Já a arte regional mineira ganhou uma exposição que mostrou o quanto é rica e interessante.

O grupo “Despressão” fez referência a uma das piores enfermidades do século XXI, que continua sendo a causa de mortes em todo o mundo. Surgiu daí a ideia de utilizar o turismo de maneira terapêutica, levando o ser humano a se reconectar com o mundo por meio de viagens virtuais. Uma turma também utilizou do mesmo recurso, incluindo situações sensoriais. O público colocava o óculos de realidade aumentada e percorria um circuito com folhas, areia e ar umedecido. Foram muitos trabalhos com vieses diferentes, mas todos amarrados pela mesma ideia: democratizar e tornar sustentável o turismo no Brasil e em todo o planeta.

Confira fotos do evento: