Ibiporã - Qual a relação entre a UFU, uma psicóloga ucraniana e o Colégio Nacional?

É interessante como instituições e pesquisadores que visam o bem comum por meio da educação se atraem. Em Uberlândia, têm-se como grandes referenciais educacionais a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e o Colégio Nacional, cada qual em sua esfera de ensino. Pouca gente sabe, mas assim como a UFU, o Naça também se dedica à pesquisa. Iniciativas como as constantes Formações Gerais que capacitam, cada vez mais, nossos educadores, e os projetos de pesquisa incentivados no Ciência e Cidadania, fazem com que, tanto professores, quanto estudantes, estejam imersos em propostas academicistas.

Além disso, de maneira independente, cada educador pode se inserir em cursos e especializações, o que garante maior profissionalização do nosso elenco. É o caso das professoras Daniela e Paula, do 4º ano do Ensino Fundamental I, que, ao participarem de um curso na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), no qual discutem sobre  Educação Desenvolvimental,  além de aprenderem muito e realizarem trocas de conhecimento entre a escola e a universidade, fizeram à instituição a proposta de levar os estudantes do 4º ano do Ensino Fundamental I para realizar a abertura do IV Colóquio Internacional sobre o tema.

Coincidentemente, uma das autoras de obras estudadas pelas professoras no curso, a psicóloga ucraniana Veraniana Nathália Repkina, havia sido convidada para palestrar no evento e, após ver o show dado pelas crianças, pediu para conhecer a escola, sendo recebida pelos coordenadores. “O trabalho dela é sobre o processo de aprendizagem, portanto, ela quis conhecer a Educação Infantil e o Ensino Fundamental I”, afirmou Consuelo Varella, coordenadora do Fund.1. 

Com a ajuda de um tradutor, a psicóloga ucraniana conheceu as dependências da escola e se encantou com os animais soltos pelo ambiente. Questionou acerca da metodologia aplicada nos níveis de ensino e a sequência didática. “Explicamos para ela o motivo de trabalharmos com a decomposição nas operações matemáticas (para maior entendimento do aluno na questão do valor, ex: 123 pode ser decomposto em 100, 20 e 3, assim, a criança entende as quantidades envolvidas com mais clareza), de utilizarmos do eixo ‘Natureza e Sociedade’ como alfabetizador geográfico, científico e histórico”, disse Consuelo.  

Em outro momento, reuniu-se com os estudantes em uma roda de conversa para avaliar como se sentiam em estudar no colégio, saber como é estruturado o horário e a distribuição de disciplinas, sendo bombardeada com perguntas das crianças, curiosas para entender como funciona a educação na Ucrânia. “Ela é uma estudiosa sobre o assunto e ficou encantada com a proposta do Colégio Nacional. Acredito que o momento foi bom para realizar esta troca entre Ucrânia e Brasil e proporcionar esta vivência aos estudantes. Só de uma pessoa como ela se encantar com o nosso método, significa que estamos no caminho certo”, finalizou a coordenadora.