Notícias - Psicóloga do Colégio Nacional explica o que é a ansiedade e quais as técnicas para enfrentá-la.

A psicóloga Paula Menara é uma das responsáveis pelo Apoio Psicológico aos alunos do Preparatório.

A ansiedade é uma emoção normal do ser humano, comum ao se enfrentar algum problema no trabalho, antes de uma prova ou diante de decisões difíceis do dia a dia. No entanto, a ansiedade excessiva pode se tornar uma doença. Grande parte dos estudantes, principalmente aqueles em vias de prestar o Enem e outros processos seletivos, experiencia esta situação. É aquela sensação de nervosismo que faz com que você queira sair correndo da sala de aula ou do local de prova. A ansiedade pode trazer consigo sintomas psicológicos e até físicos, que acabam por comprometer o desempenho do estudante e diminuir a crença na própria capacidade de aprender ou de conquistar a sua vaga na universidade.

A psicóloga Paula Menara Reis, que trabalha com estudantes dos Cursos Preparatórios do Colégio Nacional, acredita que a ansiedade está vinculada com a pressão sofrida pelo aluno, seja familiar ou pessoal, e depende muito da história de cada um. “Algumas pessoas se sentem muito tensas por estarem há muito tempo no cursinho e terem se dedicado muito, isso faz com que eles acreditem que o resultado deve ser imediato”, afirmou ela. Com toda esta pressão, uma prova que deveria ser realizada como outra qualquer, acaba tomando proporções gigantescas.

Para Paula, o cerne da questão é a tentativa que a pessoa faz de controlar um futuro que não é controlável. Quando o estudante passa por esta situação em relação ao Enem ou a alguma outra prova, acaba suscitando uma série de pensamentos ruins. “E se cair a questão que eu não sei?”, “e se eu não finalizar a prova no tempo certo?”, “e se eu não fizer uma boa Redação?” ou “e se eu não passar?” são algumas das frases mais comuns que ela escuta vindas de alunos ansiosos.

A chave para lidar com esses pensamentos e sensações, segundo a psicóloga, é o foco no presente. “Ao invés de tentar controlar o futuro, o estudante deve voltar a atenção para o momento presente e se perguntar: ‘o que posso fazer hoje para me deixar mais perto daquilo que quero?’”, explicou Paula.

Uma das técnicas que ela considera importante para lutar contra estas sensações é a meditação, forma de fazer uma ancoragem no momento presente. Hoje em dia, com a tecnologia moderna, existem até mesmo aplicativos de celular que atuam guiando a atividade. “A pratica meditativa pressupõe estar presente, no agora, voltar a atenção para o que acontece no corpo ou no ambiente em um determinado momento”, disse Paula.

A ansiedade altera também o ritmo cardiorrespiratório, o que causa a sensação de desespero. Quando a pessoa sente o coração batendo rápido e a respiração se tornando ofegante, ela passa a se preocupar com a situação, agravando os problemas. Técnicas de respiração, neste caso, podem ajudar, principalmente, para o controle desses sintomas físicos. “Recomendo sempre que a pessoa feche os olhos, respire profundamente e tente perceber os objetos ao seu redor, os sons, aquilo que está tocando o seu corpo, é tudo uma questão de atenção”, finalizou a psicóloga. É preciso recordar também, que caso a pessoa passe por crises constantes, é recomendável que procure auxílio psicológico.