Notícias - Quem foi Martin Luther King Jr.?

 

“Martin Luther King é um ícone mundial, fez muitas pessoas sonharem com um mundo melhor, sem desigualdade, com inclusão de todas as etnias. O negro tendo seu espaço junto com o branco, convivendo no mesmo ônibus, na mesma cidade, tendo direitos civis básicos de cada cidadão. Não foi muito difícil perceber que ele representaria o que nós acreditamos enquanto sociedade, enquanto escola. Incluir, acolher, respeitar, fomentar o sonho de uma sociedade melhor, de um espaço melhor, que nos torne pessoas mais compreensivas. Esses elementos contribuíram para que nós tivéssemos ele ali na parede. Mas o nosso sonho mesmo é que ele possa estar dentro de cada um, nas ações, nas atitudes”.

(Wagner Machado, diretor da unidade R. México).

Na terceira segunda-feira de janeiro, nos Estados Unidos, é celebrado o “Dia de Martin Luther King Jr”. Por mais que no Brasil, a data não seja considerada um feriado, é uma comemoração extremamente simbólica em todo o mundo, talvez pela importância dos feitos de seu detentor. Luther King foi um pastor e ativista político norte-americano que lutou pelos direitos civis da comunidade negra por meio de uma campanha de não-violência e amor ao próximo. 

Nascido em 15/01/1929, em Atlanta, Geórgia, King teve uma crise de fé aos 15 anos de idade, na qual passou a questionar todos os ensinamentos cristãos outrora aprendidos com seus pais e a comunidade local. Mais tarde, chegou à conclusão de que a Bíblia teria verdades profundas, entrando para o seminário. Na década de 1955, fez parte da liderança negra que reagiu frente à prisão de Rosa Parks, jovem que se recusou a se levantar do banco de um ônibus para que uma senhora branca se sentasse. Foi ameaçado de morte durante 1 ano e 16 dias de campanha, mas, ao final, a Suprema Corte decretou ilegal a segregação racial no transporte público.

Na década de 1960, King esteve à frente das manifestações que originaram as mundialmente famosas marchas de protesto que marcariam o movimento pelos Direitos Civis. A primeira, de Selma, Alabama, a Montgomery, foi retratada no filme “Selma: Uma luta pela igualdade” (dirigido por Ava Duvernay) e terminou com a participação de 525 pessoas que foram agredidas. A postura organizada e não-violenta, fez com que as imagens rodassem o mundo, dando visibilidade e apoio da opinião pública para a causa defendida por eles. A marcha só se completaria na terceira tentativa, com a permissão do então presidente Lyndon Johnson. 

Em 1964, foi sancionada a Lei dos Direitos Civis, visando banir a discriminação no trabalho e eu outros locais e aspectos da vida. King continuou pressionando para que o voto não fosse negado aos negros por práticas discriminatórias, como testes de alfabetização e, no ano seguinte, o presidente sancionou a Lei do Direito ao Voto. King recebeu – ainda em 1964 – o Nobel da Paz. Foi assassinado em 4 de abril de 1968, deixando um legado de protestos não-violentos (inspirados em Gandhi), de luta contra o preconceito, de busca pela justiça social e de altruísmo, com um trabalho incansável pelos outros. King ganhou um memorial, construído próximo ao Lincoln Memorial – onde ele fez seu discurso “Eu tenho um sonho”-, que convida os visitantes a refletirem sobre a vida e o legado do ativista.