Notícias - Depressão tem cura!

Em pleno século XXI, ainda é possível encontrar pessoas que negligenciam a própria saúde mental, ou que tenham preconceito em relação à mesma, uma vez que acredita ser uma situação banal frente aos problemas do dia a dia. Mesmo assim, é possível afirmar que houve uma melhora no diagnóstico e tratamento destas enfermidades. Considerada por muitos como “o mal do século”, a Depressão se caracteriza como um estado de tristeza muito profunda, na qual a pessoa perde a perspectiva de vida das próprias relações de afeto, do trabalho, acabando com o sentido das atividades  do dia a dia e gerando a sensação de desilusão, como se não houvesse nenhum motivo para que a pessoa em questão existisse.

Em um dado aterrador da Organização Mundial da Saúde (OMS), houve um aumento de 18% nos casos de Depressão em todo o mundo, nos últimos dez anos, com cerca de 300 milhões de pessoas acometidas pelo transtorno. A OMS ainda afirma que em 2020, ela será a doença mais incapacitante do planeta. Segundo a psicóloga Bárbara Silva, é preciso compreender que a Depressão não é um distúrbio orgânico, genético ou biológico, se diferenciando de outras doenças hereditárias como o câncer, por exemplo. “Para todos os transtornos psíquicos, temos envolvido o teor social. Antigamente as doenças psicológicas não eram tidas como comuns porque as relações sociais eram diferentes”, afirmou. 

Como exemplo, Bárbara citou o caso da Histeria. “Hoje ela é rara, tendo sido mais comum no século XIX. É uma doença que estava ligada com a repressão feminina. As mulheres eram vistas como objetos, não tinham voz”, disse a psicóloga. Com o avanço da tecnologia, a Globalização e uma ordem social que nos impulsiona a estar sempre produtivos, a lógica social faz com que a pessoa se constitua como sujeito e se cobre coisas além do seu controle. “As pessoas querem trabalhar 40 horas semanais, fazer graduação, pós, ter uma vida saudável, uma vida social, amigos, namorar, casar, ter filhos e, a partir de quando tentamos superar essas expectativas sociais, vamos adoecendo”.

Ainda há um estigma histórico e social sobre a Depressão. Segundo Bárbara, a política de isolamento adotada há algumas décadas está sendo aposentada aos poucos. “Antigamente, os sanatórios eram lotados por pessoas com quaisquer transtornos mentais, mas não só, lá também haviam moradores de ruas, ciganos, estrangeiros, qualquer sujeito que fugia da normalidade. Hoje em dia melhoramos um pouco, ainda não o suficiente, mas estamos tentando quebrar padrões”, falou a psicóloga.  Ainda afirmou que quando alguém estava em estado depressivo, já era colada nela a pecha de pessoa fraca, mas, hoje em dia, houve uma evolução na maturidade individual para entender que viver é doloroso, combinando com a teoria freudiana do “mau estar da sociedade”, em que para que a sociedade esteja bem, é preciso sacrificar o bem estar do sujeito.

 

 

  • Sintomas e tratamentos

Alguns sintomas são bastante comuns nas pessoas em estado depressivo. Muitas delas, acabam enxergando que tirar a própria vida pode ser a única solução, sendo levados ao suicídio. A Depressão é um transtorno neurótico que pode ser revertido. “Sintomas e tratamentos dependem de cada pessoa”, afirma Bárbara. Segundo ela, é difícil que o paciente se enxergue enquanto depressivo, assim, o pedido de ajuda vem, na maioria da vezes, da família. “Há uma baixa de hormônios, os remédios receitados geralmente auxiliam na absorção da serotonina pelos neurotransmissores, eles não curam,  mas auxiliam na retomada do prazer, para que as pessoas retomem a vontade de fazer as coisas”, afirmou a psicóloga.

É preciso, então, conjugar medicação e ajuda psicológica, sendo que esta irá diagnosticar o grau da enfermidade e evitar que o próprio paciente boicote a terapia. Além da terapia psicológica convencional, existem formas alternativas que, dependendo da crença de cada um, podem ajudar na melhora, como a prática de atividade física, massagem, acunpuntura, tudo aquilo que dê prazer à pessoa e que possa estimulá-la. Por fim, é importante realçar que o apoio familiar é importantíssimo. “Ela deve estar presente e mostrar à pessoa que ela tem motivos para superar esta barra”, finalizou a psicóloga.

Caso você ou alguém do seu convívio precise de ajuda, entre em contato com o CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) de sua região:

CAPS Oeste
Horário de atendimento: 2ª a 6ª feira – 8h às 18h
Endereço: Rua Tapuios, 700 – Bairro Saraiva
Telefone: 3255-7337

CAPS Norte
Horário de atendimento: 2ª a 6ª feira – 8h às 18h
Endereço: Rua Alexandrino Marques, 399 – Bairro Martins
Telefone: 3229-2118

CAPS Leste
Horário de atendimento: 2ª a 6ª feira – 8h às 18h
Endereço: Rua Ivaldo Alves Nascimento, 1222 – Bairro Nossa Senhora Aparecida
Telefone: 3232-4466

CAPS I
Horário de atendimento: 2ª a 6ª feira – 7h às 17h
Endereço: Travessa José Camim, 54, bairro Saraiva
Telefone: 3224-0922

CAPS AD
Esta unidade é específica para atenção especializada a usuários de álcool e outras drogas. É responsável pela referência dos setores central, norte e leste do município.
Horário de atendimento: 2ª a 6ª feira – 8h às 21h
Endereço: Rua Genarino Cazabona, nº 826, bairro Luizote
Telefone: 3226-2276