Av. Araguari - Estudante do Naça é aprovado em Direito na USP.

O estudante Jolivê Rocha acordou na última quinta-feira (24/01), com uma grande notícia. Ao consultar a lista de aprovados no Vestibular da Fuvest, seu nome estava lá, entre os 392 aprovados para Direito no vestibular da USP. Com 191 anos de tradição no ensino, além de uma concorrência astronômica, era de se esperar que o jovem ficasse assustado desde o momento em que fez a inscrição no processo seletivo. “No começo do ano, eu tinha bastante medo da prova, que é considerada muito difícil pelos estudantes. Com o tempo e o avanço nos estudos, vi que o exame tem um estilo próprio, mas que é totalmente possível de ser feito, o que me tranquilizou muito”, disse ele.

Quando questionado acerca da motivação que o levou a definir a carreira, Jolivê citou como parte essencial na sua tomada de decisão, a Simuna (Simulação de Relações Internacionais do Colégio Nacional). Realizado desde 2008, o projeto consiste em quatro dias de atividades diplomáticas com inspiração nos MUN’s (Modelos de Relações Internacionais das Nações Unidas). Os estudantes assumem papéis de embaixadores, governantes, jornalistas e ativistas, com o desafio de representá-los com o máximo de veracidade em debates sobre questões ambientais, econômicas, culturais, sociais e políticas do mundo contemporâneo.

Simuna teve participação importante na escolha da carreira do jovem.

“Em 2017, fiz parte da SIMUNA, o que fez acender um desejo ligado ao debate e às decisões governamentais. Após esse evento, passei a perceber que as nossas vidas dependem diariamente das decisões legais que são tomadas pelos nossos governantes”, afirmou. Para ele, o Direito se manifesta como a melhor ferramenta para compreender as estruturas de poder da sociedade e as regras que regem a cotidianidade.  

  • Preparação

Desde que tomou a decisão de prestar FUVEST, Jolivê investiu em uma rotina pesada de estudos. Assistia às aulas e as revisava, no segundo semestre, resolveu provas de anos anteriores. “Eu estudava de manhã, quando chegava em casa, almoçava e descansava. Depois via as matérias do dia, fazia exercícios e revisava outras matérias, enquanto fosse produtivo. Quando me sentia cansado, eu parava”, explicou.

Entre as disciplinas apreendidas na escola, Biologia era sua maior dificuldade. A vontade de ser bem-sucedido era tão grande, que, desde muito cedo, ele soube que precisaria investir em sua preparação para contornar esses problemas. “Questões abertas também eram difíceis para mim, mas com a ajuda dos professores, consegui diminuir essa dificuldade”, disse ele.

  • Professores

Por estudar no Colégio Nacional desde o 4º ano do Ensino Fundamental, Jolivê sempre sentiu como se o local fosse sua segunda casa. Por consequência, seu relacionamento com os colegas e professores ao longo dos anos, foram fundamentais para que se sentisse confortável em sala de aula e pudesse aproveitar ao máximo o momento de aprendizado. “O apoio, a confiança e o carinho dos profissionais me manteve animado e disposto a estudar o ano todo, além das matérias brilhantemente dadas pelos professores”, falou.

Segundo ele, a metodologia aplicada em sala de aula foi bastante importante, pois transformou um percurso aparentemente doloroso em algo prazeroso. “Ficar horas numa sala estudando era difícil, mas as piadas, o carinho, os sorrisos e o prazer que eles davam às matérias tornaram tudo mais leve”, afirmou.

A Faculdade de Direito da USP em São Paulo é a nova escola de Jolivê no ano letivo de 2019.

  • Motivação

Ter alguém segurando sua mão e incentivando nos momentos difíceis não foi um grande problema para Jolivê. Segundo ele, todos realmente acreditaram na capacidade dele de alcançar a aprovação, desde o primeiro momento em que conversou sobre o sonho de estudar na USP. “Isso me motivou a continuar estudando e não desistir”, contou ele.

Também teve total apoio da família, mesmo que isto significasse um distanciamento físico como o que irá ocorrer em breve. Sua dinâmica familiar sempre foi baseada no respeito às decisões tomadas e no incentivo para que ele sonhasse alto e desse o melhor em tudo o que fazia, gerando mais motivação.  

Por fim, assim como recebeu estímulos de todos ao seu redor para seguir em frente, ele deixa uma mensagem àqueles que têm grandes sonhos, mas que ainda duvidam de si: “apenas digo para continuar acreditando em si mesmos. O caminho pode ser difícil, às vezes dá vontade de jogar tudo para o alto e desistir, mas todos nós possuímos o que é necessário para realizar nossos próprios sonhos. Continue sonhando, e sonhando alto”, finalizou.