Notícias - Estudantes do Naça são premiados na OBMEP 2019

Esquerda para a direita: Augusto, Professor Jazz e Otávio

 

Os estudantes do Colégio Nacional, Augusto Marcolino Matheus e Otávio Resende Mundim, membros do Clube de Matemática Sophie Germain, foram laureados na última semana na Olimpíada Brasileira de Matemática – OBMEP. A competição engloba escolas públicas e particulares na resolução de problemáticas que envolvem bastante raciocínio e conhecimento matemático.

Otávio, Medalha de Bronze na OBMEP 2019, conta que a partir do momento em que descobriu que estudantes de escolas particulares poderiam concorrer, já começou a se preparar e procurou os professores para fazer sua inscrição. “Lembro que foi em 2017, eu estudei bastante para a 1ª fase, não fui bem, fiquei decepcionado. Estudei mais ainda para a 2ª fase e fui medalha de bronze”, disse. Para ele, a grande inspiração para gostar de Matemática veio com as aulas de seus professores, principalmente  do professor Jazz, responsável pela preparação dos estudantes, ao longo do ano letivo, para a competição.

O Colégio Nacional faz uma preparação para a OBMEP desde 2013, passando, no ano seguinte, a fazer um acompanhamento maior. Segundo Jazz, “é um processo árduo, demorado e difícil. Por mais que a gente goste de matemática, o processo de aprendizagem é complicado, são questões de alto nível, fora do contexto do vestibular, ao qual os meninos estão mais acostumados”.

O professor comparou o estilo das questões que, no vestibular possuem passos mecânicos e previsíveis, enquanto que na olimpíada, assume o caráter de ineditismo, contando com a proatividade do estudante e todo o seu conhecimento matemático para efetuar a resolução resolução. 

 

CURIOSIDADE: Para ser medalhista na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas – OBMEP o estudante precisa estar classificado entre os 600 primeiros entre 18.658.000 estudantes de todo o país que realizaram o exame em 2019.

 

As turmas preparatórias para a OBMEP são formadas por medalhistas do DESAFIO NAÇA DE MATEMÁTICA, realizado no 1º trimestre do ano, que funciona como uma olimpíada interna, aberta a toda a comunidade escolar. Os estudantes são separados em três níveis: nível 1 (6º e 7º anos), nível 2 (8º e 9º anos) e nível 3 (Ensino Médio).

Os estudos são autônomos, assim, cada aluno refaz questões de provas anteriores e tenta trabalhar da melhor maneira os diversos campos matemáticos em um processo bastante dinâmico, no qual o professor assume o papel de orientador e o estudante precisa buscar as respostas que deseja. “Para se ter uma ideia, às vezes levamos cerca de 90 minutos para resolver uma ou duas questões”, disse Jazz.

Augusto, Menção Honrosa na OBMEP 2019, conseguiu perceber o estilo das questões após participar do clube. “Com os encontros que a gente teve com o Jazz, eu percebi que as questões são muito diferentes, uma alternativa ajuda a resolução da outra e alguns temas são recorrentes”, afirmou.

O estudante ainda disse que, embora as questões sejam inéditas, é possível se preparar minimamente para qualquer surpresa que possa vir na prova e deseja que a escola continue fazendo este trabalho de preparação. “Acho muito importante participar porque te ajuda a pensar mais, torço para que continuem buscando por alunos que tenham um bom conhecimento em matemática, às vezes, nem mesmo eles sabem que o tem”, finalizou.