Acolhimento

acolhimentoO Colégio Nacional possui uma estrutura pedagógica de acolhimento que busca um atendimento cada vez mais personalizado para que seus alunos possam ser ouvidos, conhecidos e reconhecidos em suas necessidades, habilidades e competências, por sua personalidade única.

“Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo.”

Paulo Freire

 

Educar e um exercício de diálogo. É preciso ir além da transmissão de conteúdo para conseguirmos tocar nosso aluno. É preciso estimular sua curiosidade e autonomia, valorizar seus saberes e visão de mundo para que ele consiga transpor o conhecimento para a vida. Apenas na troca vamos formar as pessoas de forma integral: mais do que intelectualmente competentes, cidadãos felizes, éticos e comprometidos com a sociedade em que vivem.

Por este motivo, o Colégio Nacional busca, para sua equipe de educadores, profissionais dispostos a se relacionar de modo estimulante e encorajador com alunos e colegas de trabalho, fazendo de sua atuação um ato de crença em uma sociedade renovada. Nossos educadores tendem a repensar sua prática, a trocar experiências com seus colegas e alunos, a avaliar seu desempenho profissional e a engajar-se em um processo de busca pessoal que os tornem mais autônomos e propensos a mudança.

Para que mobilizem suas habilidades e competências em favor da construção de um novo projeto de educação, o Colégio Nacional oferece caminhos para os seus educadores, por meio de um processo contínuo de formação para a prática educativa dentro e fora de sala de aula, inclusive, em ambientes virtuais.

Sabemos que cada etapa do desenvolvimento humano tem necessidades muito específicas e que, ao atravessar cada uma dessas fases, os indivíduos vivem importantes transformações. Da Educação Infantil ao Ensino Médio, passa-se pela infância, pré-adolescência, adolescência e chega-se à vida adulta. Para acompanhar e subsidiar estas mudanças, o Colégio Nacional criou, em 2005, uma coordenação de projetos, que propõe situações não lineares de aprendizagem e criação, importantes para que os alunos se vejam como autores da própria existência.

Por meio dos projetos, nosso aluno aprende, pelas experiências, formas de ser “gente grande”. Compreende que precisa desenhar o futuro com as próprias mãos e que, para tanto, também precisa experimentar diferentes formas de ver e intervir no mundo. A coordenação de projetos é responsável pela criação, sistematização e gestão dos projetos institucionais e grande incentivadora dos projetos locais e de autoria dos alunos, que ajuda a tirar do papel e a fazer acontecer.

Para sincronizar a prática pedagógica ao projeto de educação que vem sendo construído coletivamente pela equipe do Colégio Nacional, foi criada em 2009 a coordenação de área, como uma das estratégias para a elaboração de um currículo interdisciplinar no Ensino Médio.

Esta mudança de perspectiva já vinha sendo conduzida pelo Núcleo Pedagógico em todos os níveis de ensino. Mas a crescente importância do Enem, que passou de uma ferramenta de avaliação do Ensino Médio a uma das principais vias de acesso ao Ensino Superior público, tem exigido uma rápida adaptação das escolas a sua metodologia de avaliação. O Enem não opera por meio de disciplinas, mas de áreas do conhecimento, pois tende a interdisciplinaridade.

Assim, a criação de uma coordenação de área permitiu que, no Ensino Médio, cada área do conhecimento (Matemática; Linguagens, Códigos e Redação; Ciências da Natureza e Ciências Humanas) fosse coordenada por um educador experiente da instituição, que acompanha o trabalho dos professores da sua área, orientando e funcionando como elo entre as diferentes disciplinas, além de ter papel fundamental na formação de formadores.

A Tutoria é um sistema criado para estreitar o acompanhamento dos alunos e suas famílias, com focos no acolhimento, no desempenho escolar e no desenvolvimento emocional. Em parceria com a coordenação pedagógica, este profissional desenvolve uma série de intervenções ao longo do ano que tocam em questões vivenciadas pelos alunos dentro e fora da escola.

Além de mediador de conflitos por excelência, este profissional atua no fomento do diálogo em todos os níveis, sobretudo, nos momentos em que os indivíduos experimentam mudanças, como a transição de nível de ensino, a escolha da profissão e a preparação para processos seletivos.  Assim, o tutor tem o compromisso de viabilizar situações de diálogo que estimulem o desenvolvimento de competências e habilidades essenciais para o exercício da vida, seja na escola ou fora dela.

Na Educação Infantil e no Ensino Fundamental I, o tutor  é o próprio professor regente, que já está em contato direto com seus alunos. No Ensino Fundamental II e Médio, o tutor atua por meio de intervenções extraclasse, realizando atividades como palestras, trocas de experiências e debates.

Para o Ensino Médio, o tutor é um psicólogo nas unidades de maior porte e, nas unidades menores, é um professor que exerce essa função, sempre em parceria com a psicologia local. É importante destacar, ainda, que no Ensino Médio e cursos Pré-vestibulares, o atendimento emocional é intensificado, em função da fase do desenvolvimento em que os alunos se encontram.  Nessa etapa da vida escolar, a tutoria tem papel fundamental na realização do Programa de Orientação Profissional – POP e no desenvolvimento de momentos de distensão que antecedem processos seletivos.

Ao entrar em nossas escolas, nossos alunos imergem em um processo educativo, ainda que informal, em que as equipes de apoio pedagógico tem fundamental importância. Ao ampliar o alcance dos processos, também reafirmam o sentido da Educação para além da sala de aula, sintonizadas ao nosso propósito de cuidar de si, cuidar do outro, cuidar deste lugar.

As equipes de serviços gerais (limpeza e jardinagem), além de garantirem a saúde e o bem-estar nos ambientes, estão comprometidas com nosso Programa de Sustentabilidade, contribuindo para o desenvolvimento de um senso de preservação, do cuidado com o lugar em que vivemos durante a maior parte dos dias.

A princípio, caberia aos inspetores de pátio assessorar a coordenação pedagógica na gestão dos espaços de convivência das escolas, garantindo o contrato didático que estabelece direitos e deveres de todos os grupos da comunidade escolar. Mas estes profissionais vão além: são parceiros de nossos alunos, construindo uma relação de cumplicidade, que os ajuda a gerir sua autonomia, a entender os limites e a refletir sobre seu comportamento.

Na recepção e secretarias, alunos e seus familiares podem se informar sobre todas as atividades realizadas na unidade. Estes profissionais contribuem ainda para o fluxo de alunos e colaboradores e colaboram com professores e coordenadores na ponta dos processos, recolhendo atividades avaliativas, divulgando atividades, etc.

As encarregadas da alimentação mediam a relação de toda a comunidade escolar com o alimento. Seu trabalho promove a saúde e a educação alimentar, além de estimular a reflexão sobre o processo de produção do lixo. Estas profissionais trabalham em sintonia com as equipes de serviços gerais, sobretudo, para garantirem a separação entre os resíduos orgânicos e os demais, uma das atividades mais importantes do Programa de Sustentabilidade do Colégio Nacional.