O Barracão

A primeira sede do Nacional ficava em um barracão de dois cômodos no centro de Uberlândia e contava com carteiras emprestadas da paróquia do bairro.

O Supletivo

Nos seus primeiros anos, o Nacional se dedicava ao ensino Supletivo para trabalhadores que precisavam recuperar os estudos.

Os primeiros professores

Para expandir o Supletivo Nacional para um curso de pré-vestibulares, a seleção de novos professores foi feita de um forma no mínimo inusitada. Escute a história!

A praça mal-assombrada

Quando o Nacional mudou do barracão para uma nova sede na Rua México, passou a se chamar Curso Nacional, oferecendo tanto aulas para supletivo quanto o curso pré-vestibular. Na ocasião, perdemos muitos alunos, pois os ônibus paravam do outro lado da praça Sérgio Pacheco e era preciso atravessá-la à noite para chegar à aula. Como era uma praça perigosa, muitos desistiram do curso. Para reverter a situação, fizemos uma ação com o município para que alguns ônibus parassem na frente da escola sem que as pessoas precisassem atravessar a praça. Aos poucos, a região passou a ter um policiamento mais adequado e a escola voltou a crescer.

O telefone da república

Na década de 80 telefone era investimento, tanto que existiam telefones para alugar. No entanto, quando o Nacional mudou para a Rua México descobrimos que era uma região onde não tinham telefones disponíveis para aluguel. E naquela época, telefone era tão importante quanto internet para atrair os alunos para a escola. Pensamos: “e agora?” Foi aí que surgiu uma ideia maluca!

O trenzinho da alegria

Sempre tivemos no nosso DNA o hábito de celebrar as grandes conquistas. A primeira turma de pré-vestibular do Curso Nacional (julho de 1986) tinha 8 alunos no turno da manhã e cerca de 20 à noite - além dos 150 alunos do supletivo. Nesse ano tivemos uma aprovação extraordinária, com cerca de 20 alunos aprovados na UFU. Então, tomados pela euforia, fizemos a festa!

Nós, os coordenadores tínhamos passado a noite em claro confeccionando as batas dos aprovados com sacos de estopo. As batas foram distribuídas e os alunos do supletivo, que estudavam à noite, foram convidados a comemorar também. Contratamos um trenzinho, desses de festa de criança, e todos saíram pela cidade comemorando. Então, com 20 aprovados, o que para nós era uma grande vitória em um universo de 28 alunos de pré-vestibular, o Nacional conseguiu aparecer fazendo esse grande carnaval, inspirando os alunos do supletivo a acreditar que todo mundo podia chegar à universidade.

A CG 125 e as primeiras coberturas de vestibular pela rádio

Em Uberlândia havia três rádios e diversas escolas já fazendo cobertura de vestibular. Em julho 1987 percebemos que não houve cobertura, então decidimos aproveitar a oportunidade. O Nacional tinha um contato na rádio Cultura, mas não tinha como pagar pela veiculação. Então saímos em busca de patrocinadores pela cidade com uma CG 125. Por fim, foi fechado um contrato com a rádio com exclusividade de três anos e a cobertura do Naça foi um grande sucesso, inovando a forma de comunicação com o público e permanecendo por dez anos no ar.

Fechado por uma noite

A mudança da rua Caiapônia para a rua México gerou uma grande dívida para o Nacional. Com o fim do Plano Cruzado não havia muita esperança de uma recuperação financeira, então decidimos que era melhor parar. No dia em que chegamos a essa conclusão fomos pra casa tristes, choramos muito e combinamos de nos encontrar pela manhã para acertar tudo.

No dia seguinte, voltando para abrir o Nacional pela última vez, havia uma garota esperando na porta. Era Roberta, uma aluna do Estado que estava representando alunos do 3º ano do Ensino Médio de sua escola. Roberta contou que os professores da rede pública estavam em greve, mas havia três deles que iriam continuar as aulas e ela queria saber se havia salas para alugar. Então, cedemos as salas e oferecemos pacote completo com aulas das demais disciplinas, tudo voltado para o vestibular.

Por fim, matriculamos duas turmas do Museu - além da turma da Roberta, e movimentamos também os alunos do Messias Pedreiro, formando cinco turmas de pré-vestibular. Então, do dia para a noite, crescemos quatro vezes o que tínhamos, pagamos toda a nossa dívida e tivemos um resultado ótimo no vestibular. A partir de então, sempre fizemos a complementação de estudos para alunos da rede pública. Roberta, temos um recado para você:

Pregando cartazes com cola de maizena

Quando começamos a divulgar o pré-vestibular do Curso Nacional havia na cidade o hábito de colar cartazes em postes, pois na época era uma prática permitida. Então, como sempre colocamos a mão na massa, saímos pregando cartazes na Floriano Peixoto e na Afonso Pena. Fizemos a cola de maizena em casa e nós mesmos seguimos andando pelo centro de Uberlândia pregando cartazes.

O primeiro grito de guerra

No início, nós éramos um grupo de pequenas formiguinhas no meio de uma multidão. Por isso, desde sempre nos preocupamos em preparar bem a parte psicológica do aluno para o vestibular, fazendo um trabalho de vestiário para que ele chegasse no campo confiante. Foi quando surgiu o primeiro grito de guerra do Nacional: Ipi Ipi Uhaa Nacional Hohaa! Os professores faziam um corredor polonês do bem e nossos alunos passavam no meio recebendo aquela energia positva e contagiante. A gente acompanhava o aluno até a porta de entrada e isso era novo. Foi assim que nosso bando de formiguinhas começou a chamar atenção perto dos outros cursos!

A bandeira que virou tenda

Nosso amigo e artista plástico Aldair criava totens enormes, peças de 15 a 20m de altura que eram colocados na frente do campus pra demarcar nosso local no dia do vestibular. Além disso, uma bandeira gigante era utilizada no momento da concentração para proteger as pessoas do sol. Foi aí que teve início uma tradição que acontece até hoje.

Uma paródia de Natal

Um dos gritos de guerra mais conhecidos do Naça nasceu numa mesa de bar com os professores. Quer ouvir como ficou? =)

Um cursinho pequeninino é o Nacional
Com amor e com carinho ensina o pessoal
Nosso aluno é forte, forte pra valer
No vestibular bota pra f****
Essa vaga essa vaga essa vaga é nossa
É de nós é de nós que a UFU gosta

Uma escola dentro do shopping?

Você sabia? O Nacional foi a primeira escola no Brasil a funcionar dentro de um shopping, com o curso pré-vestibular. As coberturas de vestibular atraíam muita gente pela localização e os professores ficavam em tendas ajudando os candidatos, que tiravam suas dúvidas de última hora.

Foto

Bolão de Aprovados

Seu Inácio era um funcionário aqui do Colégio. No dia da aprovação dos vestibulares ele tinha o custume de fazer o Bolão do Vestibular. Com sua pranchetinha, ele visitava todos os setores da escola para que os funcionários fizessem uma aposta do resultado dos aprovados do Naça. O pessoal gostava tanto que quem não tinha dinheiro para participar da brincadeira até arrumava emprestado para não ficar de fora. Quando saía o resultado do vestibular sempre tinha alguém que acertava o bolão e ganhava todo dinheiro!

Projeto Descobrimentos

Com o projeto Descobrimentos levamos alunos do Brasil e de Portugal a uma experiência de intercâmbio estudantil entre os dois países. O projeto aconteceu de 2006 a 2009 e possibilitou aos participantes vivenciar novas formas de ver e pensar o mundo. O Descobrimentos foi a semente do SIMUNA (Simulação de Relações Internacionais do Colégio Nacional), que mais tarde se tornou um dos projetos mais queridos da escola!

De dezenas para centenas

No início, o Nacional contava apenas com algumas dezenas de professores. Uma equipe enxuta, porém maravilhosa, que guardamos no coração. Hoje, com três sedes em Uberlândia, o Colégio Nacional conta com 132 professores, sendo 309 funcionários no total. São profissionais que estimamos muito e aos quais agradecemos sempre pela confiança em construir conosco esse grande projeto de educação.

Seu José

Havia um senhor no bairro Martins que atendia por Seu José. Quando a sede do Nacional mudou da rua Caiapônia para a rua México, foi ele quem emprestou as primeiras carteiras para a escola. Ao decorrer dos anos, Seu José tanto fez por nós que ganhou o carinho de todos. Muitos diziam - inclusive ele próprio, que no Nacional Seu José era “o olho do dono”. Sua partida foi sentida por todos nós e a estima era tanta que seu corpo foi enterrado com a bandeira da escola. Fica a nossa saudade e imensa gratidão pela figura inesquecível que foi Seu José para a nossa história.

Inovação tecnológica

Com a chegada do segundo milênio veio também o boom das novas tecnologias. E a gente não podia ficar de fora dessa! Equipamos todas as salas de aula do Ensino Médio com computadores e tecnologia multimídia. Além de um grande marco para a escola, foi também um marco para a cidade e região, fato chamou a atenção de jornais e veículos de comunicação do Triângulo Mineiro. Mais tarde, os recursos foram aplicados também às salas de pré-vestibular.

O dia que não teve aula e foi todo mundo brincar na rua

Não é todo o dia que Rubem Alves, Fátima Freire e José Pacheco, três dos maiores pensadores do país, visitam a sua escola! E não é todo o dia que eles param tudo para brincar com você. Foi justamente isso que aconteceu no Colégio Nacional, durante Simpósio que promovemos para receber esse time de peso. As aulas do Ensino Médio foram suspensas e todos foram brincar! Só tinha uma regra: as brincadeiras tinham que ser todas da década de 60 para baixo: pula-corda, bat, queimada, carimbada, amarelinha. Inesquecível!

O primeiro aprovado em Medicina

Conheça Edmar França, o primeiro aluno do Naça aprovado em Medicina na UFU. Na época a escola tinha apenas três anos de existência e poucas salas de pré-vestibular. Foi uma festa! Hoje, Edmar é oftalmologista e professor universitário. Recentemente ele também virou estrela de cinema, participando do documentário dos 30 anos da escola!

Era uma casa muito engraçada, tinha uma árvore e mais nada.

Em meados da década de 1990, quando o Colégio Nacional se mudou para a Rua México, o terreno tinha apenas um morador: um solitário e belo Flamboyant, que de imediato cativou a todos. Entendendo que aquela árvore deveria ser preservada, pensamos em um projeto arquitetônico que a colocasse no centro de tudo.
Além de refletir a preocupação do Nacional com a natureza, o Flamboyant se consolidou, ao longo dos anos, como um espaço de integração, de espírito colaborativo e união, testemunhando lembranças afetivas, de lutas e conquistas, de momentos importantes das pessoas que passaram pela escola.

A professora substituta

Na noite que antecedia a Aula de Véspera daquele ano, uma professora tinha desistido de dar aula. Eram 2h30 da manhã quando Thomé bateu na porta da Janice, que topou dar a aula e acabou trabalhando no Colégio por muito tempo. Nessa ocasião, adivinha quem o Thomé conheceu? Para saber, dê o play ;)

Selo UNESCO

Em 2014 o Colégio Nacional se tornou uma Escola Associada da UNESCO, motivo de grande orgulho para nós. Você sabe o que isso significa? O Certificado Internacional do Programa de Escolas Associadas da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (PEA – UNESCO) reconhece instituições que trabalham pela promoção da cultura da paz e estímulo à consciência da cidadania no campo da educação.

O Nacional obteve o seu credenciamento através do programa Tem Jeito Sim e pelo projeto Ciência e Cidadania, desenvolvidos em todos os níveis de ensino (Educação Infantil, Ensino Fundamental I e II e Ensino Médio).

Um momento marcante do projeto foi quando recebemos Gilberto Dimensten, jornalista da Folha de SP. Ele ajudou o Ciência e Cidadania a consolidar seu formato, que hoje é um projeto de iniciação científica.

Vista essa causa

Na década de 90, os vestibulares da Universidade Federal de Uberlândia – UFU atraiam uma multidão de jovens dos quatro cantos do Brasil. Aproveitando esta concentração como uma ótima forma de tocar as pessoas, criamos o projeto Vista essa causa, que convidou as pessoas a refletir sobre um problema que, lamentavelmente, assolava o país naquele momento: a Aids.

Para chamar a atenção da moçada, falamos a língua dos alunos. Promovemos grandes shows gratuitos, em que integrantes de bandas consagradas do rock nacional, como Pato Fu, Skank e Biquíni Cavadão, e de bandas locais que ganhavam projeção, como Tâmisa e Cabaret, vestiram a causa e contribuíram para a distribuição de preservativos.

Papito no Acredito no Brasil

O projeto #AcreditoNoBrasil foi uma ação online realizada na Copa do Mundo com o objetivo de incentivar o debate de aspectos sociais do evento. Entre várias ferramentas, o site trazia o mapa Fique de Olho, que foi criado com a ajuda de alunos do Ensino Médio e teve grande repercussão na mídia local. Mias tarde, o projeto foi estendido para o contexto das eleições com o propósito de oferecer informação a respeito do processo eleitoral e dos mecanismos de participação popular nos governos.

Além do conteúdo, a novidade da ação foi o Papo Cabeça #AcreditoNoBrasil, um debate apartidário, com o propósito de discutir a participação do cidadão brasileiro, principalmente do jovem, no cenário político do país. Luiz Carlos Azedo, Maurício Ricardo, e Supla foram os convidados especiais.

+ Fotos

Estudando no boteco ao som de rock

A música sempre foi uma característica muito forte no Colégio Nacional. Por aqui nunca faltou um violão! Assim, surgiu o projeto História Social do Rock, que abordou temas de história do século XX por meio da música, em particular do rock and roll e gêneros derivados. Sugerido pelo professor Bustamante, o projeto tinha o objetivo de preparar os alunos para o programa do PAIES da UFU de uma forma diferente e interativa. Além de desenvolver atividades em sala, os alunos tocavam as músicas estudadas no boteco Chica Pimenta nos dias em que o projeto acontecia. Pura diversão!

Um belo dia para plantar árvores

Certa vez, percebemos que a rua ao lado do Colégio estava precisando de árvores novas. Então fizemos uma ação com todos os terceiros anos do Ensino Médio e cada turma plantou uma árvore na rua.

Manifestação estudantil

Com a noticia de que só alunos de escola pública tinham acesso ao PAES (Programa de Avaliação Seriada para Acesso ao Ensino Superior), os alunos do Nacional e de outras escolas da cidade começaram a se organizar e formaram uma grande passeata no centro de Uberlândia pedindo pela extensão do programa a todas as instituições de ensino. Nós acompanhamos tudo de perto e demos a maior força!

Não Aceite Bullying

Sentindo a necessidade de conscientizar os alunos a respeito do bullying, promovemos no Ensino Médio a campanha #NaõAceiteBullying. A intenção foi esclarecer os jovens sobre o tema, explicando quais são suas consequências e apontando os meios mais eficazes de evitar e combater essa prática. A campanha contou com diversas peças espalhadas pela escola e também recebemos a palestra da juíza Soraya Brasileiro.

+ Fotos

Existe um agregador de histórias de ex-alunos Naça

Você sabia? Nós criamos uma ferramenta para conectar histórias de diversas gerações. Você também tem algum fato para contar? Alguma história ou lembrança da sua época no Nacional que marcou sua vida? Compartilha com a gente!