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XI  SIMUNA – 2018

A 11ª edição da Simuna homenageou os 50 anos da morte de Martin Luther King Jr., ativista norte-americano pelos direitos civis dos negros. Tomando emprestado como mote a icônica frase de King – “Eu tenho um sonho” -, a Simuna, realizada entre 28 de junho e 01 de julho de 2018, trouxe para as mesas de discussão temáticas vinculadas à questão. O Conselho De Segurança das Nações Unidas (CSNU), por exemplo, definiu como tema central da agenda de discussões a “situação política da cidade de Jerusalém e o impasse israelo-palestino na Cisjordânia e na Faixa de Gaza”. 

Outro comitê representou a Conferência de Berlim, realizada em novembro de 1884. Na ocasião, 14 Estados representados em Berlim, na Alemanha, debateram acerca das condições de comércio, navegação e dos limites territoriais no continente africano, sem
considerar os interesses dos povos originários deste continente, os quais sequer foram convidados. Já o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) teve o desafio de simular e refletir sobre as questões religiosas, étnicas, territoriais, políticas e humanitárias inerentes a crise dos refugiados rohingyas em Mianmar. 

Os estudantes que simularam um encontro da Organização Mundial de Saúde (OMS) falou sobre as questões religiosas, sociológicas e biológicas que envolvem o tema e a buscar políticas de saúde pública que evitem mortes pelo aborto inseguro, enquanto que a Organização Internacional do Trabalho (OIT), trouxe a questão dos diversos abusos contra a mulher em ambiente de trabalho. Como sempre, a imprensa fez um papel exemplar, provocando discussões levantando suspeitas para determinadas decisões e, de certa forma, balizou algumas das decisões que foram tomadas ao final. 

X  SIMUNA – 2017

A 10ª edição da Simuna foi bastante especial. Realizado entre 22 e 25 de junho de 2017, com o tema “Desafios, diplomacia, alteridade: (des)Construindo cenários por meio da diversidade”,  o evento foi recheado de participações especiais e de momentos comemorativos, sem deixar de lado a importância da sensibilização dos estudantes presentes acerca de temas relevantes na modernidade. O Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) focou na questão nuclear envolvendo a Coréia do Norte, já o Conselho Histórico falou sobre o Incidente no Golfo de Tonquin e os conflitos no Vietnã em 1964.  

A inserção de novos comitês trouxe frescor ao evento, como a Organização Mundial do Trabalho (OIT) que discutiu sobre a persistência do trabalho em condições análogas à escravidão, a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), que falou sobre a questão de inovação e propriedade intelectual na internet, além da Organização Mundial da Saúde (OMS) que trouxe para mesa uma situação preocupante no mundo: contenção de epidemias. 

 

IX  SIMUNA – 2016

Realizada entre 19 e 23 de maio de 2016, a nona edição da Simuna manteve a tradição de envolver os estudantes em profundas discussões sobre temáticas contemporâneas de bastante relevância. O Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) trouxe um alerta a respeito do terrorismo no Oriente Médio, com a temática “Estratégias para a erradicação do Estado Islâmico no Iraque e na Síria”; o Comitê do UNHRC discutiu sobre a “Construção da tolerância política e religiosa em meio a expansão do terror”, enquanto o ACNUR, falou sobre uma “Resposta abrangente para a Crise Global Humanitária de refugiados”. A ligação profunda entre as temáticas mostra o quanto é preciso incentivar a tolerância entre os povos. 

A edição contou ainda com um comitê histórico bastante especial, que abordou a situação da “Crise dos Mísseis de 1962”, responsável por colocar o mundo todo em alerta perante a possibilidade de uma nova guerra mundial. A imprensa também esteve presente, confeccionando jornais, charges, caricaturas, desenhos e um vídeo documentário que mostrou os pormenores dos cinco dias da Simuna.  

 

VIII SIMUNA – 2015

Ocorrida entre os dias 21 a 24 de Maio de 2015, a última edição da Simuna possibilitou o debate de temas importantes e muito atuais. O Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) falou sobre a crise política e o separatismo no leste da Ucrânia; a Comissão sobre o Status da Mulher (CSW), sobre violência contra as meninas e mulheres perante o fortalecimento dos movimentos fundamentalistas; e o Conselho de Direitos Humanos (UNHRC), cujo foco foi refletir sobre a negação da infância em situações de extrema pobreza e guerra.

Além desses três comitês, foi instaurando um Comitê histórico, simulando a Conferência de Paris de 1919-20, que pôs fim a Grande Guerra, como os europeus a chamam, um dos maiores conflitos armados já travados pela humanidade, responsável por alterações territoriais e desdobramentos políticos que ainda hoje marcam nossas sociedades; e um comitê de Imprensa que trabalhou na cobertura do evento, por meio de jornais impressos, caricaturas, blogs e snapchat. Debates foram intensos e calorosos, trazendo à tona novos pontos de vista a respeito dos temas discutidos, de modo que os alunos passaram a enxergar, a partir de novas lentes, as relações políticas e internacionais por meio da experiência com o evento.

 

VII SIMUNA – 2014

A VII edição da Simuna ocorreu em abril de 2014 e trouxe à tona questões do cenário internacional por meio de três comitês principais: UNESCO, Comissão de Desarmamento e Segurança Internacional (CDSI) e o Tribunal de Nuremberg, além dos tradicionais comitês de Imprensa e do Terceiro Setor (ONGs).

A SIMUNA é um evento com mais de sete anos. Surgiu pequeno, articulado pelos estudantes do Ensino Médio, com apoio dos professores e do corpo pedagógico, com um tempero que combinava irreverência e seriedade. Desde o princípio, nosso projeto tem por finalidade criar um espaço, aberto e democrático, em forma de simulação, dentro do qual os participantes são levados a representarem embaixadores, presidentes, chefes militares, jornalistas, ativistas de organizações não governamentais, staffs, diretores, juízes e, porque não, jovens intérpretes dos papeis mais importantes no cenário internacional, no mundo.

 

VI SIMUNA – 2013

A abertura da VI Simuna contou com a participação do libanês Salim Kadi, que militou armado no exército aos 14 anos, e compartilhou sua experiência e visão de mundo com alunos do Colégio Nacional e graduandos da UFU. Compreendendo a necessidade de propor discussões contemporâneas, o evento ofereceu quatro comitês.

O Conselho de Direitos Humanos (CDH) debateu o problema das crianças-soldado, presentes não apenas nas guerras civis africanas, nos movimentos separatistas, em organizações terroristas, mas também no crime organizado nas favelas brasileiras. Já o Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) tratou da grave situação política e humanitária na Síria, dividida por uma guerra civil desde 2011.

O comitê de Imprensa foi reeditado, possibilitando aos jovens participantes experimentarem a produção da notícia, com seus desafios e responsabilidades. O encerramento do evento foi feito via webcam, pela ex-aluna do Colégio Nacional, Letícia Mendonça, uma das idealizadoras da Simuna, que cursou Relações Internacionais na UNESP e hoje trabalha na empresa OXFORD BUSINESS GROUP, no Panamá, e pelo consultor pedagógico do Colégio Nacional, Thomé Caires, que participou da cerimonia direto do Canadá.

 

IMG_0426V SIMUNA – 2012

A V Simuna foi realizada em julho de 2012. Um de seus comitês convidou os estudantes do Colégio Nacional e da UFU ao exercício de voltar no tempo, com a incrível chance de encerrar a Segunda Guerra Mundial de forma diferente, destino esse que foi discutido em um encontro que nunca ocorreu: a “Conferência de Paz de Varsóvia“.

Os convidados de honra da noite de abertura foram Pedro Burgarelli, ex-aluno do Colégio Nacional e graduando em RI pela University de Montreal – Canadá, e Leandra Guerin, professora de sociologia e membro honorário do conselho da Simuna.

No encerramento, além da participação de Dani Rotelli e Luchino Mandias, jovens que trabalham pela defesa do Meio Ambiente e se vestem com roupas produzidas com materiais reutilizados, houve o lançamento do livro “Cavando Trincheiras – Crônicas do Soldado Irineu”, de Paulo Irineu Barreto Fernandes, doutorando em Geografia Humana e Cultural e professor de Filosofia do Instituto Federal do Triângulo Mineiro.

 

IV SIMUNA – 2011

Na quarta edição da Simuna, realizada em novembro de 2011, foram simulados dois comitês do Sistema das Nações Unidas: o CSNU (Conselho de Segurança das Nações Unidas), que contou com a participação de graduandos da UFU, Uniminas e Politécnica, enriquecendo o debate sobre a questão Palestina; e o CDH (Conselho de Direitos Humanos), que discutiu a expansão das práticas de racismo, intolerância e xenofobia pelo mundo.

Além dos comitês, o evento contou com uma equipe de imprensa, realizando a cobertura das atividades em tempo real. As notícias foram publicadas diariamente por meio de modelos de grandes jornais internacionais, como New York Times e The Guardian e ficaram disponíveis em um jornal mural durante todo o evento.

 

III SIMUNA – 2010 IMG_3167

A terceira edição da Simuna foi realizada em outubro de 2010 e contou com a participação de alunos do Ensino Médio e Fundamental do Colégio Nacional, alunos visitantes de escolas publicas de Uberlândia, do Colégio Sidarta/São Paulo e dos cursos de Jornalismo, Direito e Relações Internacionais da UFU e da PUC do Rio de Janeiro.

Durante quatro dias de trabalho, os alunos e convidados defenderam com veemência sua posição, devidamente adequados aos procedimentos diplomáticos, seja para decidir a extradição de Giuseppe Togliatti (STF) ou para definir estrategias para contornar as catástrofes ambientais que ocasionam as mudanças climáticas (COP-16); seja para solucionar “a crise humanitária em Dafur” (ACNUR) ou para avaliar “a violência dos Direitos Humanos nas práticas de tortura pelo mundo” (CDH). Todos os acontecimentos foram acompanhados e registrados pelo comitê de Imprensa.

 

II SIMUNA – 2009

“Quem disse que os problemas da humanidade são responsabilidade exclusiva dos grandes?” Foi com essa indagação que o professor Délcio Garcia declarou aberta a segunda edição da Simuna, primeira simulação oficial do Colégio Nacional, que reuniu alunos dos 2º e 3º anos do Ensino Médio da unidade de Uberlândia.

A partir de discussões realizadas pela organização do evento – formada por alunos, professores e coordenadores, foram realizados três comitês: o de Imprensa, que reuniu alunos-jornalistas, responsáveis pela dinâmica da cobertura jornalística do evento; a Cúpula Global, que trabalhou o tema do conflito Israel-Palestina e a Cúpula das Américas, que focou a questão das bases militares estadunidenses na Colômbia e nas fronteiras.

 

I SIMUNA – 2008

A I Simuna aconteceu em 2008, de forma tímida e ainda experimental. Na época, alunos do Ensino Médio da unidade de Uberlândia que se interessavam em participar de simulações de relações internacionais de referência, como a Mini ONU, organizada pela PUC, em BH, e o Fórum FAAP, em São Paulo, se mobilizaram com colegas para criarem um evento semelhante na escola. Além de mIMG_0334udarem os rumos da história do Colégio Nacional e das próprias simulações, esses alunos pioneiros buscavam integrar os colegas que não podiam participar da atividade por questões financeiras. 

Em sua primeira realização, a Simuna contou com a participação de 17 alunos entre 1º e 3º. As discussões foram desenvolvidas em um único comitê, o Comitê Histórico, que foi conduzido nos moldes de uma reunião extraordinária da Organização dos Estados Americanos (OEA), com o objetivo de deliberar sobre um golpe de estado no Haiti.

Embora tenha sido um rascunho das simulações que a sucederam, esta primeira experiência foi muito bem-sucedida, pois a partir daí o projeto ganhou contornos de realidade. Desde então, a cada ano, novas gerações se engajam no projeto e tornam possível a sua realização, em um exercício muito significativo de visão histórica, cooperação e protagonismo.