Comitês

CSNU – Conselho de Segurança das Nações Unidas

O ano de 2018 possui significados diferentes para israelenses e para palestinos. Os judeus lembraram recentemente e comemoraram os setenta anos da criação do Estado de Israel, que ocorreu em 1948. Uma conquista do movimento sionista e de um povo que na Segunda Guerra Mundial sofrera um dos maiores genocídios da história. Os árabes palestinos, por sua vez, lembraram neste ano e protestaram contra o que chamam de “Nakba” ou a “catástrofe”, devido ao deslocamento do seu povo das terras onde viviam, forjando uma situação de refúgio que sobrevive a até os dias atuais.

O conflito israelo-palestino, possivelmente o mais antigo em atividade no cenário internacional, envolve uma disputa pela terra entre dois povos, agravada por questões históricas e religiosas. Somam-se a isto as constantes intervenções internacionais de diversos países, além das ações de grupos radicais islâmicos e judeus que contribuem para atualizar a cada ano o impasse na região. 

Neste processo, a cidade de Jerusalém possui uma posição especial, uma vez que é reivindicada tanto pelos palestinos como pelos israelenses, que a controlam desde 1967 e consideram desde 1980 como a sua capital “eterna e indivisível”. Trata-se de uma situação delicada e que não possui reconhecimento das Nações Unidas e de grande parte dos países no mundo. Recentemente, os Estados Unidos transferiram a sua embaixada para a “Cidade Santa”, provocando um novo debate na comunidade internacional, o qual será simulado durante as sessões do CSNU na XI SIMUNA.

Neste ano, a SIMUNA convida os estudantes-delegados do Conselho de Segurança das Nações Unidas a deliberarem mais uma vez sobre a delicada situação geopolítica no Oriente Médio, tendo como tema central da agenda de discussões a “situação política da cidade de Jerusalém e o impasse israelo-palestino na Cisjordânia e na Faixa de Gaza”.

 

Conferência de Berlim (1884-1885) 

Em novembro de 1884, 14 Estados representados em Berlim, na Alemanha, debateram acerca das condições de comércio, navegação e dos limites territoriais no continente africano, sem considerar os interesses dos povos originários deste continente, os quais sequer foram convidados. Entre as questões acordadas no encontro estavam, por exemplo, a condenação do tráfico de escravos, a livre navegação nas bacias do Congo e do Níger, o princípio de notificação e ocupação efetiva dos novos territórios, a necessidade de proteção dos missionários europeus e demais viajantes, entre outros pontos que acabaram por acirrar as disputas territoriais sobre a África.

Em pouco mais de dois meses, as potências imperialistas prepararam o cenário para uma das maiores agressões territoriais, econômicas e culturais da história, consolidando a partilha de um continente. Na esteira das decisões feitas em Berlim surgiram Estados artificiais e internamente divididos na África, os quais, mesmo após os respectivos processos de emancipação, continuaram enfrentando desafios que remontam ao processo de colonização.

Reconhecendo a relevância histórica desse encontro e seus desdobramentos para a contemporaneidade, a SIMUNA oferece, nesta 11º edição, a oportunidade para os estudantes reviverem o contexto da Conferência de Berlim, podendo, em regime de simulação, confirmar ou alterar as escolhas feitas historicamente.

 

ACNUR – Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados

 Mianmar é um Estado de maioria budista localizado no sul da Ásia, conhecido durante a colonização britânica como a Birmânia. Aproximadamente 5% da população é composta pelos rohingyas, povo muçulmano localizado principalmente no oeste do país, no Estado de Rakhine, e que sofre com uma das mais duradouras e negligenciadas segregações do século XX, acirrada recentemente pela crise de refugiados. Muitos foram obrigados a se deslocar para Bangladesh e a Malásia.

Os rohingyas vivem em um dos Estados mais pobres de Mianmar, são submetidos a diversas restrições (casamentos injustos, limitação na quantidade de filhos, controle sobre o deslocamento e viagens), encontram dificuldade no acesso à terra, sofrem constantes ações de violência por parte de grupos radicais e pelo próprio governo do país, tendo negado o direito à cidadania, pois são considerados apátridas. Em contrapartida, grupos armados que atuam na região dos rohingyas reagiram de forma violenta nos últimos anos e atacaram os hindus e postos do governo, agravando consideravelmente o problema.

Atenta aos problemas que afligem o mundo, a SIMUNA não poderia ignorar uma questão tão delicada como esta, ainda mais porque lembramos em 2018 os setenta anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Assim, os estudantes-delegados participantes do comitê do ACNUR, presente nesta edição da SIMUNA, terão o desafio de simular e refletir sobre as questões religiosas, étnicas, territoriais, políticas e humanitárias inerentes a crise dos refugiados rohingyas em Mianmar.

 

OMS – Organização Mundial de Saúde

 Fundada em 7 de abril de 1948, a Organização Mundial da Saúde (OMS) é uma agência que busca garantir a saúde e o bem-estar da população. Para a OMS, saúde não é somente ausência de enfermidades, estar saudável é ser plenamente livre de enfermidades físicas e psicológicas e ter acesso a procedimentos seguros e realizados seguindo os protocolos de segurança propostos pela organização.

Estima-se que cerca de 25 milhões de abortos não seguros (45% do total) sejam realizados no mundo inteiro, principalmente na África, Ásia e América Latina. Os dados estatísticos evidenciam que restringir ou impedir o acesso ao abortamento seguro resulta em mortes e sequelas físicas e psicológicas para as mulheres. Ademais, ao dificultar a realização do abortamento em condições seguras e com auxilio psicológico para a paciente, a legislação em conjunto com os dogmas religiosos direciona a população feminina pobre para a morte ou para sequelas físicas e mentais irreversíveis. Ou seja, proibir ou dificultar o aborto é um ataque aos direitos humanos e à liberdade das mulheres. Preocupada com os graves prejuízos que o aborto clandestino causa a população feminina a XI SIMUNA, convida os estudantes a analisar as questões religiosas, sociológicas e biológicas que envolvem o tema e a buscar políticas de saúde pública que evitem mortes pelo abortamento inseguro.

                                                                                           

OIT – Organização Internacional do Trabalho

Os anos de 2017 e de 2018 foram marcados por uma série de denúncias de abusos sexuais entre as chamadas “personalidades”. Podemos citar os casos de denúncias em Hollywood, envolvendo atores como Harvey Weinstein, Kevin Spacey e Sylvester Stallone, no cenário esportivo nacional e internacional e entre funcionários da Rede Globo de Televisão, como as denúncias envolvendo o ator José Mayer. O mais impressionante é que tal situação é recorrente nas diversas relações estabelecidas na sociedade e, em geral, só vem à tona quando se refere a esses famosos.

Assim como o assédio sexual, o assédio moral é classificado, pela OIT, como formas de violência e precariedade nas relações de trabalho. É urgente a discussão, o reconhecimento e a proposição de soluções para assegurar às trabalhadoras e trabalhadores o direito à dignidade e à plena valorização profissional.

Nós, integrantes do Comitê OIT/SIMUNA 2018, temos o dever de refletir e, em conjunto, elaborar propostas efetivas de combate a tais práticas que há muito tempo afetam, em grande número, as mulheres e os homens, e que não poderão estar presentes nas gerações futuras.

Lembre-se que tais proposições partem do pressuposto do respeito aos diferentes gêneros, etnias, orientações sexuais e, sobretudo, do respeito aos direitos humanos, garantidos pela DUDH, de 1948. Colocar-se no lugar do outro, entender a extensão dos danos provocados pelas práticas de violência moral e sexual é um dever para a discussão e reflexão dos senhores.

Por fim, o ano de 2018 é simbólico para tais discussões e reflexões, já que remetemos aos 70 anos de promulgação da DUDH, aos 30 anos de promulgação da Constituição Brasileira de 1988, conhecida como “Constituição Cidadã” em função das conquistas de âmbito social e democrático no país e, em especial, aos 50 anos da morte de Martin Luther King Jr, cuja vida foi dedicada à luta pela igualdade, tolerância e vivência humana.

 

Agências de comunicação escrita e audiovisual

Os encontros internacionais começam antes da abertura das sessões e continuam após as cerimônias oficiais de encerramento, seja porque as relações de interesse entre os Estados ultrapassam necessariamente as salas de discussões, seja porque a cobertura nos meios de comunicação expande o alcance e a complexidade destes encontros. Afinal, estas agências acompanham diariamente os debates, entrevistam os diplomatas e demais autoridades presentes, fotografam, desenham, filmam, editam e, por fim, produzem reportagens escritas e audiovisuais que nos permitem conhecer uma parte do que acontece nos bastidores destes eventos. Trata-se sempre de uma visão possível da realidade, cuja parcialidade se soma ao complexo jogo de interesses econômicos, políticos e ideológicos inerentes ao funcionamento de sistemas como as Nações Unidas.

Sendo assim, nenhuma simulação de relações internacionais estaria completa se não reproduzisse também o trabalho das agências de comunicação, as quais foram ampliadas na X edição da SIMUNA.

Em 2018, assim como em 2016 e em 2017, além do trabalho com os jornais escritos, a cobertura dos eventos e dos comitês será enriquecida com um espaço mais amplo para outros meios de comunicação, como, por exemplo, o trabalho irreverente das charges e caricaturas, além da possibilidade de produção de documentários. Ademais, teremos a participação de jornalistas mirins, dando uma nova perspectiva para o evento. A ideia é aumentar as possibilidades para aqueles que se proponham a contar históricas, informar e analisar detalhes que, por vezes, nos passam despercebidos enquanto vivemos os acontecimentos.

Neste ano, teremos os seguintes jornais e revistas:

  • CSNU:
    • The New York Times;
    • Al Akhbar.

 

  • HISTÓRICO:
    • The Times;
    • Criação de um Jornal Operário (Jornal anarquista ou socialista de livre escolha ou criação).

 

  • ACNUR:
    • The Irrawaddy;
    • El País.

 

  • OIT:
    • Al Jazeera;
    • Revista Time.

 

  • OMS:
    • Le Figaro;
    • The New England Journal of Medicine.

 

  • COBERTURA GERAL:
    • Mídia Ninja.

 

  • COMITÊ DE IMPRENSA JR.:
    • Jornal Online (representado por um quarteto);
    • Folhinha Fotográfica (em duplas);
    • Simuninha Diário (em duplas).

 

  • Videodocumentaristas (um quarteto) e Chargistas (4 vagas).