Simuna

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Foto: Beto Oliveira

Foto: Beto Oliveira

“A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.”

(Fernando Birri)

No Colégio Nacional, os assuntos que dominam o noticiário internacional são vivenciados na prática por meio da Simulação de Relações Internacionais (Simuna), realizada pela escola desde 2008.

Durante quatro dias de atividades, a unidade do Ensino Médio de Uberlândia é transformada em um ambiente diplomático – inspirado nos MUN’s (Modelos de Relações Internacionais das Nações Unidas), em que os estudantes assumem os papéis de embaixadores, governantes, jornalistas e ativistas, com o desafio de representá-los com o máximo de veracidade em debates sobre questões ambientais, econômicas, culturais, sociais e políticas do mundo contemporâneo.

Seguindo uma tradição histórica, a Simuna envolve, na participação e organização, alunos e ex-alunos do Colégio Nacional. O evento é aberto, ainda, a universitários e estudantes do Ensino Médio de instituições públicas e privadas de Uberlândia e região. 

 

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Foto: Beto Oliveira

VIII SIMUNA – 2015

Ocorrida entre os dias 21 a 24 de Maio de 2015, a última edição da Simuna possibilitou o debate de temas importantes e muito atuais. O Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) falou sobre a crise política e o separatismo no leste da Ucrânia; a Comissão sobre o Status da Mulher (CSW), sobre violência contra as meninas e mulheres perante o fortalecimento dos movimentos fundamentalistas; e o Conselho de Direitos Humanos (UNHRC), cujo foco foi refletir sobre a negação da infância em situações de extrema pobreza e guerra.

Além desses três comitês, foi instaurando um Comitê histórico, simulando a Conferência de Paris de 1919-20, que pôs fim a Grande Guerra, como os europeus a chamam, um dos maiores conflitos armados já travados pela humanidade, responsável por alterações territoriais e desdobramentos políticos que ainda hoje marcam nossas sociedades; e um comitê de Imprensa que trabalhou na cobertura do evento, por meio de jornais impressos, caricaturas, blogs e snapchat. Debates foram intensos e calorosos, trazendo à tona novos pontos de vista a respeito dos temas discutidos, de modo que os alunos passaram a enxergar, a partir de novas lentes, as relações políticas e internacionais por meio da experiência com o evento.

 

VII SIMUNA – 2014

A VII edição da Simuna ocorreu em abril de 2014 e trouxe à tona questões do cenário internacional por meio de três comitês principais: UNESCO, Comissão de Desarmamento e Segurança Internacional (CDSI) e o Tribunal de Nuremberg, além dos tradicionais comitês de Imprensa e do Terceiro Setor (ONGs).

A SIMUNA é um evento com mais de sete anos. Surgiu pequeno, articulado pelos estudantes do Ensino Médio, com apoio dos professores e do corpo pedagógico, com um tempero que combinava irreverência e seriedade. Desde o princípio, nosso projeto tem por finalidade criar um espaço, aberto e democrático, em forma de simulação, dentro do qual os participantes são levados a representarem embaixadores, presidentes, chefes militares, jornalistas, ativistas de organizações não governamentais, staffs, diretores, juízes e, porque não, jovens intérpretes dos papeis mais importantes no cenário internacional, no mundo.

 

VI SIMUNA – 2013

A abertura da VI Simuna contou com a participação do libanês Salim Kadi, que militou armado no exército aos 14 anos, e compartilhou sua experiência e visão de mundo com alunos do Colégio Nacional e graduandos da UFU. Compreendendo a necessidade de propor discussões contemporâneas, o evento ofereceu quatro comitês.

O Conselho de Direitos Humanos (CDH) debateu o problema das crianças-soldado, presentes não apenas nas guerras civis africanas, nos movimentos separatistas, em organizações terroristas, mas também no crime organizado nas favelas brasileiras. Já o Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) tratou da grave situação política e humanitária na Síria, dividida por uma guerra civil desde 2011.

O comitê de Imprensa foi reeditado, possibilitando aos jovens participantes experimentarem a produção da notícia, com seus desafios e responsabilidades. O encerramento do evento foi feito via webcam, pela ex-aluna do Colégio Nacional, Letícia Mendonça, uma das idealizadoras da Simuna, que cursou Relações Internacionais na UNESP e hoje trabalha na empresa OXFORD BUSINESS GROUP, no Panamá, e pelo consultor pedagógico do Colégio Nacional, Thomé Caires, que participou da cerimonia direto do Canadá.

 

IMG_0426V SIMUNA – 2012

A V Simuna foi realizada em julho de 2012. Um de seus comitês convidou os estudantes do Colégio Nacional e da UFU ao exercício de voltar no tempo, com a incrível chance de encerrar a Segunda Guerra Mundial de forma diferente, destino esse que foi discutido em um encontro que nunca ocorreu: a “Conferência de Paz de Varsóvia“.

Os convidados de honra da noite de abertura foram Pedro Burgarelli, ex-aluno do Colégio Nacional e graduando em RI pela University de Montreal – Canadá, e Leandra Guerin, professora de sociologia e membro honorário do conselho da Simuna.

No encerramento, além da participação de Dani Rotelli e Luchino Mandias, jovens que trabalham pela defesa do Meio Ambiente e se vestem com roupas produzidas com materiais reutilizados, houve o lançamento do livro “Cavando Trincheiras – Crônicas do Soldado Irineu”, de Paulo Irineu Barreto Fernandes, doutorando em Geografia Humana e Cultural e professor de Filosofia do Instituto Federal do Triângulo Mineiro.

 

IV SIMUNA – 2011

Na quarta edição da Simuna, realizada em novembro de 2011, foram simulados dois comitês do Sistema das Nações Unidas: o CSNU (Conselho de Segurança das Nações Unidas), que contou com a participação de graduandos da UFU, Uniminas e Politécnica, enriquecendo o debate sobre a questão Palestina; e o CDH (Conselho de Direitos Humanos), que discutiu a expansão das práticas de racismo, intolerância e xenofobia pelo mundo.

Além dos comitês, o evento contou com uma equipe de imprensa, realizando a cobertura das atividades em tempo real. As notícias foram publicadas diariamente por meio de modelos de grandes jornais internacionais, como New York Times e The Guardian e ficaram disponíveis em um jornal mural durante todo o evento.

 

III SIMUNA – 2010 IMG_3167

A terceira edição da Simuna foi realizada em outubro de 2010 e contou com a participação de alunos do Ensino Médio e Fundamental do Colégio Nacional, alunos visitantes de escolas publicas de Uberlândia, do Colégio Sidarta/São Paulo e dos cursos de Jornalismo, Direito e Relações Internacionais da UFU e da PUC do Rio de Janeiro.

Durante quatro dias de trabalho, os alunos e convidados defenderam com veemência sua posição, devidamente adequados aos procedimentos diplomáticos, seja para decidir a extradição de Giuseppe Togliatti (STF) ou para definir estrategias para contornar as catástrofes ambientais que ocasionam as mudanças climáticas (COP-16); seja para solucionar “a crise humanitária em Dafur” (ACNUR) ou para avaliar “a violência dos Direitos Humanos nas práticas de tortura pelo mundo” (CDH). Todos os acontecimentos foram acompanhados e registrados pelo comitê de Imprensa.

 

II SIMUNA – 2009

“Quem disse que os problemas da humanidade são responsabilidade exclusiva dos grandes?” Foi com essa indagação que o professor Délcio Garcia declarou aberta a segunda edição da Simuna, primeira simulação oficial do Colégio Nacional, que reuniu alunos dos 2º e 3º anos do Ensino Médio da unidade de Uberlândia.

A partir de discussões realizadas pela organização do evento – formada por alunos, professores e coordenadores, foram realizados três comitês: o de Imprensa, que reuniu alunos-jornalistas, responsáveis pela dinâmica da cobertura jornalística do evento; a Cúpula Global, que trabalhou o tema do conflito Israel-Palestina e a Cúpula das Américas, que focou a questão das bases militares estadunidenses na Colômbia e nas fronteiras.

 

I SIMUNA – 2008

A I Simuna aconteceu em 2008, de forma tímida e ainda experimental. Na época, alunos do Ensino Médio da unidade de Uberlândia que se interessavam em participar de simulações de relações internacionais de referência, como a Mini ONU, organizada pela PUC, em BH, e o Fórum FAAP, em São Paulo, se mobilizaram com colegas para criarem um evento semelhante na escola. Além de mIMG_0334udarem os rumos da história do Colégio Nacional e das próprias simulações, esses alunos pioneiros buscavam integrar os colegas que não podiam participar da atividade por questões financeiras. 

Em sua primeira realização, a Simuna contou com a participação de 17 alunos entre 1º e 3º. As discussões foram desenvolvidas em um único comitê, o Comitê Histórico, que foi conduzido nos moldes de uma reunião extraordinária da Organização dos Estados Americanos (OEA), com o objetivo de deliberar sobre um golpe de estado no Haiti.

Embora tenha sido um rascunho das simulações que a sucederam, esta primeira experiência foi muito bem-sucedida, pois a partir daí o projeto ganhou contornos de realidade. Desde então, a cada ano, novas gerações se engajam no projeto e tornam possível a sua realização, em um exercício muito significativo de visão histórica, cooperação e protagonismo.

 

 

Guia de Estudos

Cronograma

Galera, saiba mais detalhes sobre as datas de todos os evento da VIII Simuna, como os dias em que cada comitê será realizado, o lançamento dos guias de estudos, entre outros. 

Clique aqui: Cronograma IX Simuna 

 

Apresentação

Caros estudantes,                                                                                                                                     

embaixadores, Chefes de Estado, jornalistas, staffs e demais participantes,

 

Mais uma vez tenho a honra de convidá-los para uma edição da SIMUNA, a Simulação de Relações Internacionais do Colégio Nacional. Um evento que, somando uma experiência de mais de sete anos, caminha em 2015 para sua 9º edição, que se realizará entre os dias 19 e 22 de maio.

A SIMUNA é, em primeiro lugar, um modelo que reúne vários comitês das Nações Unidas e agências de comunicação e que pretende servir de fórum para estudantes interessados em assumir papéis diferentes daqueles que desempenham normalmente. Isto significa que, durante alguns dias, as dependências de nossa escola, o Colégio Nacional de Uberlândia, se abrem e se transformam para receber “jornalistas, diretores de mesa, secretários, militantes de organizações não governamentais convidadas, além, é claro, dos diplomatas e Chefes de Estado” responsáveis por debater algumas das principais questões que preocupam o nosso tempo.

Sendo assim, a SIMUNA é uma simulação, na medida em que reduz a uma pequena escala um projeto e uma situação real de ambiente diplomático formal, certamente incomum para os jovens que se dispõe a experimentá-lo. Experimentando, estes jovens aprendem mais do que imaginavam, desenvolvem habilidades que muitas vezes precisariam de um tempo maior para ser conquistadas; interagem com termos complexos, procedimentos, opiniões divergentes e aprendem um pouco mais sobre a difícil tarefa de argumentar e construir consensos em espaços divididos. Afinal, não era por leviandade, mas sim por consciência que os antigos gregos e chineses valorizavam tanto o poder transformador da oratória.

Mas a SIMUNA também é mais do que uma simulação. É uma realidade de nossa escola, um projeto com o qual temos o maior carinho, seja porque é um prazer inestimável ver pessoas tão jovens procurando soluções para a fome, a proliferação de armamentos, a violência contra as mulheres, o extremismo político e religioso, os impasses territoriais, ambientais, as guerras e crises humanitárias. Ou ainda, seja porque muitos dos estudantes que participam durante os dias do evento tornam-se comprometidos nos anos seguintes, e provavelmente por toda uma vida, com questões tão relevantes. E esta é, sem dúvida, a razão principal para continuarmos realizando este evento e ao mesmo tempo convidar os estudantes a participarem dele.

 

E quais serão os temas e comitês deste ano?

 

Em 2016, a SIMUNA oferecerá cinco comitês. Destes, três constituem parte do sistema das Nações Unidas, tendo como agenda questões atuais e ainda desafiadoras para a comunidade internacional. São eles:

O Conselho de Segurança (CSNU), no qual será debatida uma estratégia para a erradicação do Estado Islâmico no Iraque e na Síria; o Conselho de Direitos Humanos (UNHRC), que se dedicará à construção da tolerância política e religiosa em meio a expansão do terror; por fim, O Alto Comissariado das Nações Unidas para os refugiados (ACNUR) vai buscar, por meio do debate, uma resposta abrangente para a Crise Global Humanitária de refugiados.

 Além destes, a SIMUNA disponibilizará mais uma vez um comitê histórico: 13 dias de angústia: A crise dos mísseis de 1962, fato que ocorreu em Cuba durante a Guerra fria e quase deflagrou a terceira guerra mundial .

Paralelamente a todos estes comitês, nos bastidores, espalhados pelas salas de discussão, os estudantes-participantes que assim optarem, poderão representar a Imprensa, acompanhando e reproduzindo em tempo real as decisões e o complexo jogo de interesses inerente aos encontros internacionais.

Diante de tudo isto, é uma honra mais uma vez reiterar os motivos desta breve mensagem, convidando-os a participarem da 9º edição da Simulação de Relações Internacionais do Colégio Nacional. Esperamos a participação de todos com o carinho e o cuidado de quem faz um trabalho decente, bem intencionado e voltado para uma educação diferente.

A SIMUNA não existe sem os estudantes, os visitantes e todos os demais colaboradores que escolhem comprar esta ideia. Uma ideia que, desde o primeiro evento, nasceu grandiosa em valores e princípios.

Cordialmente,                             

Délcio Garcia Gomes                                                                                                                                   

Professor de História e conselheiro da IX Simulação de Relações Internacionais do Colégio Nacional

Comitês

  • CSNU (Conselho de Segurança)

Segundo as Nações Unidas, a Guerra da Síria, em curso desde 2011, já matou mais de 260 mil pessoas, deixando milhões de refugiados e deslocados internos. Outras fontes apontam dados ainda mais alarmantes, que se aproximam de 470 mil. O problema se agrava quando consideramos os desdobramentos dos conflitos no Iraque desde a invasão das Forças de Coalizão, em março de 2003, potencializados com a expansão das organizações extremistas, cujas ações alcançaram também o território sírio e contribuíram para fragilizar ainda mais a delicada situação política do Oriente Médio.

As intervenções armadas estrangeiras, por meio de bombardeios, fornecimento de armas, treinamento e outras ações estratégicas polarizaram ainda mais a crise, especialmente devido às dificuldades de diálogo entre algumas potências envolvidas no conflito, dos próprios Estados presentes na região e da dificuldade de controle sobre os territórios submetidos à situação de guerra. Parte destes territórios foi ocupada pelo Estado Islâmico no decorrer dos últimos anos, alterando o equilíbrio de forças dentro da Síria e do Iraque e, consequentemente, as possibilidades de estabilização da região.

A deterioração da situação política nestes países lançou imensos obstáculos para Nações Unidas, as agências humanitárias, a própria cobertura da imprensa internacional e para o Conselho de Segurança. Afinal, qual deve ser o papel das Nações Unidas em uma situação de crise tão grave como esta? E o Conselho de Segurança possui o poder e a legitimidade necessários para intermediar o conflito e combater o ISIS?

Presente mais uma vez na SIMUNA, o Conselho de Segurança terá como desafio, desta vez, a elaboração de estratégias para a erradicação do Estado Islâmico no Iraque e na Síria.

 

  • UNHRC (Conselho de Direitos Humanos)

Contrastando com muitas análises feitas após a queda do Muro de Berlim ou mesmo no contexto da desintegração da União Soviética, o mundo globalizado que se afirmou na Nova Ordem Mundial não foi pacífico, não foi economicamente estável, nem tolerante. As identidades nacionais continuaram fortes, bem como os movimentos separatistas e os conflitos de ordem étnica e religiosa. A comunidade internacional continuou convivendo com manifestações de xenofobia, práticas de genocídio e intervenções militares constantes reforçadas ora por tecnologias cada vez mais sofisticadas, como os drones, ora por métodos mais prosaicos, como a violência direta contra a população civil.

Neste contexto de grandes desafios para as organizações de Direitos Humanos, o sistema das Nações Unidas e para os próprios Estados Nacionais, o mundo presenciou também o recrudescimento das organizações extremistas como a Al Qaeda e o Estado Islâmico, cujas ações militares e ideológicas possuem alcance global, bem como seus efeitos sobre a segurança internacional e os meandros mais sutis do comportamento e das relações dentro de Estados cada vez mais diversificados do ponto de vista religioso, étnico, social e cultural.

Mas as manifestações de intolerância não são características apenas do fundamentalismo islâmico. Elas se manifestam cotidianamente em todas as religiões e Estados, em várias formas de fundamentalismos e outras ações contrárias a uma ordem internacional estável e democrática. Construir esta ordem mais tolerante e pautada no parâmetro humano, em meio à expansão do terror, será o principal desafio do Conselho de Direitos Humanos em 2016, durante as sessões da IX SIMUNA. Este desafio certamente será uma força a mais para nossos delagados.

 

  • ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados)

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados se preocupa, desde os Anos 50, em dirigir e coordenar ações para a proteção das pessoas deslocadas em todo o mundo, buscando soluções duradouras para a difícil condição em que vivem. Não se trata de um mandato fácil, haja vista a quantidade e complexidade do problema.

Para se ter uma ideia, o ACNUR, em seu relatório anual de 2015, estimou em cerca de 59,5 milhões de deslocados por guerras até dezembro de 2014, o maior dado já registrado. 

Nesse caso, apesar das intervenções serem locais, por meio de diversos atores, os debates não devem se concentrar apenas em um caso específico, como a Guerra da Síria ou a situação do Afeganistão. Deve-se pensar em uma perspectiva mais ampla, que considere os efeitos globais do refúgio, do deslocamento e outras situações nas quais a pessoa deixa forçadamente a sua casa, precisando de todo tipo de auxílio econômico, médico, sanitário, psicológico, educacional e de proteção contra as mais diversas formas de violência. Além disso, o ACNUR trabalha também com a possibilidade dos refugiados retornarem para seus lares.

São desafios imensos que envolvem necessariamente a cooperação de diversas instituições e ajuda financeira internacional, além de esbarrarem em questões de soberania nacional, oportunidades econômicas, diferenças étnicas, linguísticas e religiosas, entre outros fatores.

Em 2016, a IX edição da SIMUNA se propôs a considerar mais de perto este problema,convidando seus delegados a pensarem em uma resposta abrangente para a crise de refugiados, à luz das decisões que vem sendo tomadas pela comunidade internacional e, por outro lado, dos próprios limites atuais existentes.

 

  • Conselho de Segurança Histórico: A Crise dos Mísseis de 1962

Quando o Conselho de Segurança das Nações Unidas iniciou seus trabalhos, em 1946, o próprio sistema de relações internacionais se alterava sensivelmente em decorrência dos efeitos da Segunda Guerra Mundial. As Nações Unidas ainda se estabeleciam, lideradas pelos Estados vitoriosos na guerra; a Europa começava a se reconstruir economicamente, enquanto nas áreas periféricas avançava o movimento de descolonização, reivindicando autodetermina-ção e lutando das mais diversas formas contra Impérios que se desintegravam. Em um patamar mais amplo, a guerra produziu duas superpotências, os Estados Unidos e a União Soviética, membros permanentes do CSNU, e que começavam a disputar áreas de influência em todos os continentes, intervindo direta e indiretamente para afirmar seus respectivos modelos políticos e econômicos.

Nessa ordem internacional bipolar, estabelecida entre 1945 e 1991, o CSNU e a própria ONU se tornavam muitas vezes reféns dos interesses das superpotências, presenciando crises que, dependendo das escolhas feitas, poderiam se desdobrar em uma guerra nuclear com efeitos devastadores.

Um destes momentos críticos e ao mesmo tempo históricos da Guerra Fria ocorreu em 1962, entre os dias 16 e 28 de outubro, durante a Crise dos Mísseis em Cuba. No decorrer destes “13 dias que abalaram o mundo”, a jovem república socialista cubana tornou-se o epicentro de uma das mais graves crises do século XX, que envolveu uma delicada discussão sobre armamentos, soberania nacional, áreas de influência, interesses econômicos e outras questões que quase terminaram em uma guerra nuclear direta. Nesse ínterim, o Conselho de Segurança foi convocado em caráter emergencial, situação que será revivida este ano, em um dos comitês da IX SIMUNA.

 

  • Imprensa

Os encontros internacionais começam antes da abertura das sessões e continuam após as cerimônias oficiais de encerramento, seja porque as relações de interesse entre os Estados ultrapassam necessariamente as salas de discussões, seja porque a cobertura nos meios de comunicação expande o alcance e a complexidade destes encontros. Afinal, estas agências acompanham diariamente os debates, entrevistam os diplomatas e demais autoridades presentes, fotografam, desenham, filmam, editam e, por fim, produzem reportagens escritas e audiovisuais que nos permitem conhecer uma parte do que acontece nos bastidores destes eventos. Trata-se sempre de uma visão possível da realidade, cuja parcialidade se soma ao complexo jogo de interesses econômicos, políticos e ideológicos inerentes ao funcionamento de sistemas como as Nações Unidas.  

Sendo assim, nenhuma simulação de relações internacionais estaria completa se não reproduzisse também o trabalho das agências de comunicação, as quais foram ampliadas na IX edição da SIMUNA.

Em 2016, além do trabalho com os jornais escritos, a cobertura dos eventos e dos comitês será enriquecida com um espaço mais amplo para outros meios de comunicação, como, por exemplo, o trabalho irreverente das charges e caricaturas, além da possibilidade de produção de documentários. A ideia é aumentar as possibilidades para aqueles que se proponham a contar históricas, informar e analisar detalhes que, por vezes, nos passam despercebidos enquanto vivemos os acontecimentos.

Inscrição

ATENÇÃO:

  • As inscrições da Simuna estão abertas entre 28/03 e 08/04.
  • O valor para a participação da IX Edição da SIMUNA é de R$ 154,00 por pessoa inscrita;

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Siga os passos abaixo para participar da VIII SIMUNA.

  • Escolher um dos comitês abaixo:
  1. CSNU (Conselho de Segurança da ONU)Estratégia para a erradicação do Estado Islâmico no Iraque e na Síria. [Aberto a alunos de 3ºs e Universitários]
  2. UNHRC (Conselho de Direitos Humanos)Construção da tolerância política e religiosa em meio a expansão do terror.
    [Aberto a alunos do 9ºano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio]
  3. ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados) - Resposta abrangente para a Crise Global Humanitária de refugiados.
    [Aberto a alunos do 9ºano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio]
  4. Comitê de Segurança Histórico – 13 dias de angústia: A crise dos mísseis de 1962. [Aberto a alunos do 9ºano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio]
  5. Imprensa: Jornais(Jornalistas em dupla), Charges (Participação individual), Caricaturas(Participação individual), Desenho(Participação individual), e Documentário (Participação em grupo de 4 membros)

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Baixar a ficha de inscrição do comitê escolhido e preenchê-la com os dados pessoais;

 

Inscrições para os Comitês 1 a 4:

 

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• Inscrições para o Comitê de Imprensa:

- Jornalistas:
Haverá 24 vagas para essa modalidade
As inscrições serão feitas em duplas, as quais poderão escolher um veículo para representar, ou participar de um sorteio.

Formulario de inscrição – Imprensa 2016 – JORNALISTAS

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-  Caricaturistas, chargistas e desenhistas:
Haverá 3 vagas para essas modalidades.
Participarão da SIMUNA individualmente e trabalharão para mais de um Veículo.
Antes de inscrever-se nessa modalidade, você deverá encaminhar até o dia 01/04/2016 (Sexta-feira) para o email simuna2016@nacionalnet.com.br, uma caricatura, ou uma charge, ou um desenho com o tema: Ano Internacional do Entendimento Global, no formato IMAGEM. JPEG.

O resultado dos 3 melhores participantes nessa modalidade sairá no dia 04/04 às 13h.

Formulario de inscrição – Imprensa 2016 – Chargista

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- Documentaristas:

Haverá 8 vagas para essas modalidades.
Participarão da SIMUNA em dois grupos, de quatro componentes;
Antes de inscrever-se nessa modalidade, os candidatos deverão encaminhar o link de um vídeo feito pelo grupo, com até 30 segundos, no formato Wmv/MPEG4, considerando o tema: Ano Internacional do Entendimento Global; até o dia 01/04/2016 (Sexta-feira) para o email simuna2016@nacionalnet.com.br.

O resultado dos 2 quartetos participantes nessa modalidade sairá no dia 04/04 às 13h.

Formulario de inscrição – Imprensa 2016 – Vídeo Documentarista

OBS:  Fica sob total responsabilidade do grupo, trazer os equipamentos necessários para filmagem e edição dos vídeos a serem apresentados. A escola não se responsabilizará pelos equipamentos.

Os dois grupos escolhidos terão a responsabilidade de confeccionar um documentário audiovisual que sintetize os quatro dias do evento. Os dois vídeos serão exibidos na cerimônia de encerramento da SIMUNA.

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IMPORTANTE:

Procure a Unidade de Atentimento do Simuna no Colégio Nacional, para efetivar a inscrição: Rua México, 208.

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